Apesar de tradicional e segura, a poupança é uma das opções de renda fixa que têm a menor remuneração. Hoje, na prática, quem deixar dinheiro nela estará perdendo, já que a sua remuneração, que acompanha os juros do país, deve ficar um bom tempo ainda abaixo da inflação.

Para se ter uma ideia, nos 12 meses até setembro, a caderneta rendeu 2,7%, enquanto a inflação ficou em 3,1%. O resultado foi uma perda real de 0,46%, algo que não acontecia desde 2016.

Por essa razão, virtualmente nenhum especialista recomenda a poupança como o principal destino dos investimentos. Para as aplicações de médio e longo prazo, ainda dentro da renda fixa e de opções seguras, as recomendações passam por uma cesta variada de títulos com vencimentos mais longos e remunerações um pouco maiores. CDBs, LCAs, LCIs e títulos públicos, que têm opções com vencimentos que variam de 2023 a 2055, são as principais.

ar à mão para imprevistos e usos do dia a dia –, é mais difícil fugir dos rendimentos baixos. Mesmo assim, há outras opções também seguras e que rendem um pouquinho mais do que a poupança.

“Para reserva de emergência, não pode pensar muito em rentabilidade, tem que pensar na segurança e na facilidade de poder resgatar a qualquer momento”, disse a planejadora financeira Letícia Camargo, certificada pela Planejar.

A poupança, pela regra, rende atualmente 70% da Selic, a taxa de referência do país, que está atualmente em 2% ao ano. Com isso, a remuneração anual da caderneta está em 1,4%, ou 0,11% ao mês – o que significa que sempre a inflação passar disso (e ela quase sempre passa), o rendimento real terá sido negativo.

CDB com liquidez diária e 95% do CDI

Para Camargo, a melhor alternativa à poupança, atualmente, são os CDBs com liquidez diária, ou seja, sem data de vencimento definida e que podem ser resgatados a qualquer momento.

“Hoje em dia já tem banco grande oferecendo CDB com liquidez diária e que paga 100% do CDI”, disse ela. Há opções de contas em bancos digitais que também oferecem a mesma remuneração. O CDI é uma taxa de referência dos bancos que anda muito perto da Selic (ele gira hoje em torno de 1,9% ao ano).

De acordo com a planejadora, é preciso que os CDBs remunerem pelo menos 95,2% do CDI (1,8% ao ano) para que o investidor ganhe com ele ao fim mais do que os 1,4% que ganhará da poupança. Isto por que os CDBs pagam imposto de renda, enquanto a poupança é livre de imposto.

A comparação leva em consideração o maior desconto possível de IR, que é de 22,5% para quem resgata o dinheiro do CDB em até seis meses depois da aplicação. Essa alíquota vai ficando menor conforme o prazo, o que vai ampliando a vantagem dos CDB sobre a poupança daí para frente.

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