No núcleo político governista, a participação do ministro Paulo Guedes (Economia) no lançamento da agenda legislativa da Frente Parlamentar da Reforma Administrativa gerou desconforto. Isso porque Guedes sinalizou que voltou a se movimentar de forma livre, inclusive em entrevistas, sem a tutela de articuladores do governo. Nas últimas semanas, até mesmo as falas do ministro estavam sendo controladas em entrevistas coletivas.

Integrantes do Centrão e do núcleo político do governo passaram a monitorar o chamado “pacto de sobrevivência” entre Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Apesar das diferenças, os dois se uniram em torno de um denominador comum: a manutenção do teto de gastos públicos.

A percepção no Congresso é que essa aliança entre Guedes e Maia evitará o esvaziamento dos movimentos políticos tanto do ministro como do presidente da Câmara.

“Interessava ao Centrão e a um setor do governo enfraquecer os dois. Por isso, essa aliança pegou de surpresa essa nova base do governo que apostava numa solução heterodoxa para retomar gastos públicos”, disse ao blog um dos articuladores da aproximação entre Maia e Guedes.

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