Lideranças do Centrão, nova base aliada do presidente Jair Bolsonaro, passaram a pressionar o governo pela recriação de ministérios que desde o ano passado integram a “superpasta” da Economia, comandada por Paulo Guedes.

O movimento é uma forma de reduzir o número de candidatos do governo nas eleições para o comando da Casa a ser realizadas no início de 2021.

O Planalto tem ouvido repetidos pedidos de recriação dos ministérios da Indústria e Comércio e da Previdência e Trabalho. As duas pastas foram extintas na promessa de Bolsonaro de enxugar a Esplanada e para dar poderes de “superministro” a Guedes.

Para a área da Indústria, o nome negociado é o do vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos, partido de dois dos filhos de Bolsonaro.

Pereira foi ministro da Indústria e Comércio até o final do governo de Michel Temer. Com a manobra, sairia da disputa da presidência da Casa legislativa e apoiaria outro candidato do governo.

Em outro movimento, o PTB tenta a recriação da pasta da Previdência e Trabalho, antes comandada pelo partido.

Entre os argumentos para a recriação, os partidos alegam que Paulo Guedes tem uma estrutura muito grande e não tem conseguido pilotar todas as áreas. Chegam a dizer que a crise no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também é reflexo desta deficiência.

Recentemente, em outra investida dos partidos do Centrão sobre a pasta da Economia, o ministro Paulo Guedes chegou a afirmar que deixaria o governo se sua pasta fosse fatiada.

Porém, atualmente, o ministro atravessa desgaste maior pelos embates sobre a criação de um novo programa social e a manutenção do teto de gastos. Bolsonaro também se aproximou mais dos líderes do Centrão, o que pesa na decisão.

A redução de ministérios foi uma das promessas de campanha de Bolsonaro. Inicialmente, ele afirmava que reduziria o número de ministérios de 29 existentes no governo Temer para 15. Hoje, existem 23.

O último a ser criado foi o das Comunicações, onde foi nomeado o deputado Fábio Faria (PSD-RN). Apesar de ser de uma sigla do Centrão, o nome foi atribuído pelo presidente a uma cota pessoal.

Bolsonaro também já prometeu recriar o ministério da Segurança Pública, que hoje integra a pasta da Justiça.

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