Após ter o diagnóstico de covid-19 confirmado na última sexta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está internado no hospital militar Walter Reed, na região de Washington. Em boletim, a Casa Branca informa que sua saúde vai “muito bem”. “Ele não está precisando de oxigênio suplementar, mas em consulta com especialistas, escolhemos iniciar a terapia com remdesivir. Ele completou sua primeira dose e está descansando confortavelmente” diz o comunicado assinado pelo médico da Casa Branca.

Há quatro meses, Trump diz ter tomado hidroxicloroquina para prevenir a covid-19, e especialistas alertaram que não havia eficácia comprovada do medicamento para impedir que o vírus pudesse infectar alguém. Ainda não há, igualmente, resultados suficientemente conclusivos que apontem a eficácia do remdesivir, e o uso da droga ainda divide opiniões de especialistas. Os resultados dos testes, no entanto, embora modestos, parecem, até o momento, ser mais promissores. Com base nisso, o uso da droga nos Estados Unidos foi liberado para pacientes em estado grave em maio.

O uso do remdesivir nos Estados Unidos Desenvolvido para combater o Ebola, o remdesivir é um antiviral que já havia apresentado bons resultados para tratar pacientes infectados pelos coronavírus causadores da SARS e da MERS. Nos EUA, a substância foi autorizada pelo FDA (órgão regulador do país) para essa finalidade desde o dia 1 de maio. “Baseado na totalidade das evidências científicas disponíveis, é razoável crer que o remdesivir possa ser efetivo no tratamento da Covid-19 e que, quando usado sob as condições descritas nesta autorização, os conhecidos e potenciais benefícios superam os conhecidos e potenciais riscos da droga”, afirma o documento do órgão.

 

 

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