Magistrados do STF (Supremo Tribunal Federal) creditam ao próprio presidente da corte, Luiz Fux, a falta de deferência de Jair Bolsonaro, que não comunicou a ele com antecedência que indicaria o desembargador Kassio Marques para integrar o tribunal. E fez mais: um dia antes, levou o escolhido para um encontro com Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Encontro Marcado

No ano passado, Bolsonaro convidou Fux para um encontro reservado em Brasília —ele já chamou outros ministros para conversar, em cafés, almoços ou jantares. O magistrado declinou.

De Longe

Quando assumiu, Fux fez ainda questão de sinalizar que o Supremo ficaria distante de políticos —numa conduta diferente da do antecessor, Dias Toffoli, que sempre privilegiou o diálogo com os outros poderes.

O Último

Resultado: na hora de escolher o novo ministro do STF, Bolsonaro não se preocupou em avisá-lo primeiro.

Linha

A atitude contrariou o presidente do STF —que manifestou o desagrado a ministros do governo.

Muito Obrigado

Já Kassio Marques tem dito que deve a Fux um de seus principais trunfos para ganhar a indicação: graças ao novo Código de Processo Civil, a produtividade dele no Tribunal Regional Federal da 1ª Região teria duplicado, o que o fez ter a fama de eficiente.

Corrente

Fux foi o presidente da comissão que redigiu o novo CPC, que criou um sistema de precedentes vinculantes, obrigando juízes a seguirem decisões do STF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Com isso, é possível decidir dezenas de casos de uma só vez.

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