rombo nas contas do setor público consolidado, que englobam o governo, os estados, municípios e empresas estatais, deve atingir R$ 895,8 bilhões em 2020, estimou o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, nesta segunda-feira (28).

Esse déficit que, se confirmado, será o pior resultado da série histórica do Banco Central, está diretamente ligado aos gastos do governo para combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus, e que, segundo Rodrigues, já chegam a R$ 607,2 bilhões (leia mais abaixo).

Os dados constam de balanço das medidas de combate ao novo coronavírus divulgado pelo secretário durante uma audiência pública na comissão especial do Congresso Nacional que acompanha as ações do governo relacionadas à Covid-19.

A estimativa é de que as contas do governo registrem um rombo primário (sem considerar os gastos com juros da dívida) de R$ 871 bilhões neste ano, que os estados e municípios apresentem um déficit de R$ 23,6 bilhões, e que as estatais tenham um resultado negativo de R$ 1,2 bilhão.

Além dos gastos com o coronavírus, e a renúncia de arrecadação com redução de tributos, o cálculo também considera uma retração de 4,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Esse forte tombo da economia gera reflexos negativos na arrecadação dos governo, estados e municípios.

Essa é a primeira aparição pública do secretário de Fazenda depois de ter divulgado estudos para congelar o benefício de aposentados, o que gerou forte reação por parte do presidente Jair Bolsonaro, desautorizando a análise da área econômica.

Antes do início da participação do secretário, o presidente da comissão mista, senador Confúcio Moura (MDB-RO), lembrou que Waldery Rodrigues é um consultor do Senado Federal que tem servido ao governo federal, também em gestões anteriores.

Segundo ele, Waldery tem “brilhante qualificação”, o que fez com que ele conseguisse o respeito de várias equipes econômicas.

“Vamos centrar fogo na reunião no coronavírus, suas consequências, no ajuste fiscal, no desequilíbrio fiscal, no crescimento [da economia] e em dados técnicos para que possamos instruir os senadores, relator, todos os demais. Não vamos abrir leque fora da pauta objeto da nossa reunião, para não perder foco, ficar com bate-bocas, coisas que nunca fizemos na reunião”, disse o senador.

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