Jair Bolsonaro encerrou uma reunião no início da pandemia depois que Luiz Henrique Mandetta elogiou o desempenho de São Paulo no combate à Covid-19 e comparou o posicionamento do presidente ao de Nicolás Maduro.

O episódio consta de Um paciente chamado Brasil, que Mandetta lança hoje.

O ex-ministro relata que, durante uma reunião na biblioteca do Palácio da Alvorada em 28 de março, Bolsonaro já se mostrava “extremamente irritado” porque João Doria dominava o noticiário, mas que o presidente ouviu em silêncio enquanto o ministro mostrava os números e projeções da pandemia.

Ao sugerir que o presidente criasse um ambiente favorável para um pacto entre União, estados e municípios para o combate à Covid, o ex-ministro afirma que Bolsonaro perguntou a ele se ele elogiaria Doria, seu desafeto.

Mandetta teria respondido que o elogio seria a São Paulo e que Bolsonaro ficaria sozinho com Nicolás Maduro e o mexicano Andrés Obrador na negação dos perigos do vírus.

“Foi assim que acabou a reunião. Um esforço tremendo, com a unanimidade dos ministros dizendo que ele não deveria ir por aquele caminho da negação, que daquele jeito ele estaria isolado, mas ele encerrou a reunião do mesmo jeito que entrou nela”, narra Mandetta.

(Por Guilherme Amado e Naomi Matsui)

 

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