Professores, pais e diretores de escolas realizaram protesto em frente a casa do prefeito Luciano Cartaxo, no Bairro dos Estados, em João Pessoa, nesta sexta-feira (18). Os manifestantes cobram a reabertura dos colégios fechados desde março devido a pandemia de covid-19.

“Estamos neste ato para poder então voltar a funcionar as escolas normalmente”, disse um dos membros da organização, professor que participou da manifestação. Segundo ele, a causa da manifestação pede uma orientação do MEC para o retorno responsável às atividades presenciais nas escolas.

“O que estamos pedindo aqui não é simplesmente o retorno das aulas presenciais. Além disso, a gente quer uma atenção especial do setor público, prefeitos, governadores, presidentes, que olhe para o lado da educação, das escolas, sobretudo das escolas privadas, está precisando de uma organização, de uma orientação pra voltar a funcionar. A gente está vendo que tem muito espaço aberto, que está funcionando muita coisa, a gente sente a necessidade das famílias. Aqui mesmo nesse movimento a gente tem professores, diretores de escola, coordenadores, pai, mãe, as famílias em peso estão aqui também participando. Então, a nossa causa é muito mais nobre do que simplesmente voltar a abrir a escola por abrir. A nossa causa é uma causa que quer uma atenção especial pra educação. A gente quer uma qualidade melhor para os professores, a gente está tomando todos os cuidados e medidas, como será essa relação dentro da escola, com a higienização, com todas as medidas de segurança, dando um espaço de tempo pro professor respirar um pouco, sem ter que estar toda hora com a máscara. A gente está esperando que o MEC de fato lance alguma ideia, algum protocolo. Não está se falando ‘vamos voltar de imediato amanhã’. Não. Está se dizendo: ‘a gente precisa que a sociedade brasileira pare um pouco, olhe pra educação, e vamos pensar em como resolver esse problema que está sendo muito grande.”

“Primeiramente a gente quer que venha uma orientação coletiva de toda a sociedade que pare pra refletir a melhor maneira para poder voltar. Depois disso, com os protocolos prontos, a gente vai ver a melhor maneira de começar a abrir. Se começa com uma parte pequena dos alunos, se vai escolher qual setor do segmento começa a frequentar a escola, não é algo que a gente quer simplesmente por ser. A nossa causa realmente é uma organização e um cuidado com a educação, com a nossa realidade, somos professores, educadores, e a gente está sentindo já o problema maior adiante que é o descaso do governo com a educação brasileira.”

“A gente tem um outro problema. Como o MEC não nos deu soluções para o período que a gente tem trabalhado, não foi informado pra gente o valor das avaliações, não foi nem dito se a gente poderia fazer avaliação. As escolas que perceberam que deveriam fazer pra poder gradativamente ir medindo os alunos, isso da realidade dos maiores, do Fundamental II pra cima. Dos menores a gente não está conseguindo ter tanto respaldo, porque a noção cognitiva deles não permite, depende também de pais que, de um tempo pra cá, já voltaram a trabalhar, estão frequentando os seus trabalhos e fica difícil cuidar das crianças, sem contar o lado psicológico, a pressão das crianças que ficam em casa. Eu como pai não estou conseguindo acompanhar o meu filho, então você veja como está sendo muito sério.”

 

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