Fui aluno da professora Karina Araújo no antigo Decom, no São José. Estava no primeiro ano do curso de Jornalismo e foi a pedido dela que escrevi, pela primeira vez, uma notícia. Lembro do dia em que entreguei o ‘texto’ e ela, que na época também era repórter policial do JORNAL DA PARAÍBA, disse que eu tinha aptidão para textos policiais. Anos depois passei a fazer parte do jornal e acompanhar a área.

Depois desse contato na UEPB passamos a manter uma relação ‘fonte – jornalista’. Ela como assessora da Secretaria de Saúde de Campina Grande e do Estado. E eu, como jornalista, nas redações.

Foi aí que descobri, mais profundamente, o amor incondicional de Karina pela vida e a sua disposição de ajudar o próximo. E não foram poucas as vezes em que ela fez da profissão que exercia um ofício para melhorar o atendimento dos que buscavam a saúde pública. Não tenho dúvidas de que, com o seu trabalho, ajudou a salvar muitas vidas.

Nos últimos meses, quando a pandemia passou a atormentar o mundo e os brasileiros, ela não mediu esforços para alertar as pessoas dos riscos da covid-19. As redes sociais são prova disso.

Foto: reprodução

Ontem à noite, aos 48 anos, Karina passou para um outro plano após travar uma luta incansável contra a doença. Foi brava, gigante nos últimos dias –  assim como foram os mais de 2,5 mil paraibanos mortos pela pandemia.

Karina, lá no alto, continuará lutando com suas energias para que nós, aqui na terra, enfrentemos e defendamos a vida. “Não deixemos de nos indignar”, escreveu ela recentemente em um post.

Que possamos abraçar essa causa, incondicionalmente.

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