O Brasil, na comparação com os países que integram a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está entre as três nações que, proporcionalmente, mais gastam com salários e pensões para militares, segundo estudo da IFI (Instituição Fiscal Independente).

Conforme o levantamento divulgado na quinta-feira, 3, pelo instituto – que é vinculado ao Senado -, o Brasil aparece atrás apenas da Grécia e da Croácia, segundo dados de 2018. Essas despesas representaram 74,3% de todos os gastos do Ministério da Defesa no ano passado e, há dois anos, foram 76,7%.

O estudo foi apresentado mesmo dia em que o Palácio do Planalto entregou ao Congresso sua proposta de reforma administrativa. Por seguirem regras próprias, os militares foram poupados, como já havia ocorrido no ano passado na reforma da Previdência. Na ocasião, o governo enviou um projeto separado para alterar as aposentadorias dos integrantes das Forças Armadas e incluiu também reajuste nos “penduricalhos” que ajudam a engordar os salários.

“Nós não temos hora extra, não temos Fundo de Garantia, não tem um montão de coisa. A estabilidade é com dez anos de serviço, não com três, está certo? Mas ninguém quer comparar nada não”, justificou na quinta o presidente Jair Bolsonaro, na sua live semanal, sobre o fato de a reforma se concentrar nos servidores civis. A proposta prevê acabar com a estabilidade para parte dos futuros servidores públicos.

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