Paulo Guedes voltou a defender há pouco a extinção do abono salarial e outros benefícios sociais para o financiamento do Renda Brasil.

Em audiência no Congresso, o ministro afirmou que a manobra seria uma “focalização” da política pública, e demonstrou sua divergência com Jair Bolsonaro.

“Seguro-defeso: paga R$ 300 só por três meses, depois para de pagar o resto do ano. Iríamos consolidar isso. Abono salarial é dado para quem ganha entre 1 e 2 salários mínimos. Olha, 75% dos trabalhadores formais brasileiros recebem menos de 1,5 salário mínimo. Não é que você tirou do pobre, é que o Brasil é um país rico em recursos e pobre em salários.”

 

Na semana passada, ao suspender o envio da proposta do Renda Brasil ao Congresso, Bolsonaro disse que não tiraria do “pobre para dar ao paupérrimo”.

Guedes, no entanto, disse que o trabalhador que recebe 1,5 salário mínimo “não é considerado pobre”. “Pobre é quem ganha R$ 170 do Bolsa Família. Pegar dinheiro desse andar de cima e jogar lá embaixo é um princípio básico de política pública.”

E completou:

 

“Então, foco na primeira infância, tributar o andar de cima, tirar privilégio do andar de cima e transferir para o debaixo é o que tem de ser feito.”

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