O presidente Jair Bolsonaro disse na noite desta terça-feira (1º) a apoiadores na portaria do Palácio da Alvorada que resolveu retirar um cálculo alojado na bexiga há cinco anos.

Bolsonaro afirmou que o cálculo é “maior que um grão de feijão” e disse que decidiu retirar porque pode estar machucando a bexiga. Ele não informou aos apoiadores quando nem por qual método vai remover o cálculo.

“Esse cálculo aqui é de estimação. Eu tenho há mais de cinco anos. Está na bexiga e é maior que um grão de feijão. E resolvi tirá-lo porque deve estar ferindo internamente a bexiga”, disse Bolsonaro a uma apoiadora, que perguntou se o presidente estava bebendo mais água.

Nesta segunda-feira (31), ao final do expediente no Palácio do Planalto, Bolsonaro foi ao serviço médico da Presidência da República. A assessoria da Presidência não informou o motivo. Ao deixar o local, foi para a residência oficial no Alvorada, conversou com apoiadores durante seis minutos, se disse “cansado” e entrou.

Nesta terça, aos apoiadores, ele não explicou se fará uma cirurgia para retirar o cálculo que diz ter na bexiga nem se referiu à visita ao serviço médico no dia anterior.

Bolsonaro participou nesta terça-feira de sete compromissos, segundo a agenda oficial divulgada pelo Planalto. Pela manhã, recebeu ministros e parlamentares em café da manhã no Palácio da Alvorada às 8h. Após o encontro, anunciou a extensão do auxílio emergencial por mais quatro meses e o envio da reforma administrativa ao Congresso na próxima quinta-feira (03).

Durante o dia, o presidente também se reuniu com ministros e participou de três cerimônias: uma homenagem póstuma ao músico paraibano Pinto do Acordeon; o lançamento de um programa a fim de levar internet banda larga para a região Norte do país e a cerimônia de posse de ministros do Tribunal Superior Eleitoral.

Ponte em Rondônia

Durante a conversa com os apoiadores nesta terça, o presidente disse que qualquer mudança no projeto de construção da ponte sobre o rio Guaporé, na cidade de Costa Marques, em Rondônia, que fronteira faz com a Bolívia, só poderá ser feita com a aprovação do país vizinho.

Segundo Bolsonaro, a presidente da Bolívia, Jeanine Áñez, afirmou que o chefe de Estado brasileiro estava discordando de um pacto entre os dois países para a construção da ponte.

“Houve até manifestação da senhora presidente da Bolívia dizendo que eu estava discordando de um acordo firmado lá atrás. Olha, qualquer ponte com outro país não vai ser uma decisão unilateral nossa”, afirmou Bolsonaro.

O presidente disse a apoiadores que vai evitar falar sobre assuntos como esse nas conversas com eles no Palácio do Alvorada porque, segundo afirmou, as declarações têm “uma repercussão enorme”.

“Logicamente, levar-se-ia em consideração os interesses de outro país. Não sei porque uma simples declaração como aquela dá uma repercussão enorme em um país vizinho nosso, que é a Bolívia”, declarou.

 

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