O ministro Paulo Guedes (Economia) declarou nesta terça-feira (01) que a queda de 9,7% do PIB era esperada e representa um “som distante” do início da pandemia de covid-19. Para Guedes, a economia brasileira já está se recuperando da crise do novo coronavírus.

“É o que todo mundo previa, uma queda de 10% do PIB. Foi o impacto inicial, uma queda de aparentemente 10%. Mas é um som distante. Um som do impacto da pandemia lá atrás”, alegou Guedes, em audiência pública do Congresso Nacional nesta terça-feira (01), logo após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que a economia brasileira desabou 9,7% entre abril e junho, no auge da pandemia do novo coronavírus. “Chegou agora o som da queda inicial do PIB, só que a realidade já é outra. É o som de um passado distante”, acrescentou.

Segundo Paulo Guedes, o PIB do segundo trimestre captura a queda brusca de atividade registrada no início da pandemia, em abril. Mas garantiu
que o Brasil não ficou nesse nível deprimido de atividade, graças à articulação de medidas emergenciais entre o Executivo e o Congresso. E lembrou que, por isso, a economia brasileira já deu sinais de reação após o choque de abril. O início da reação foi sentido por dados antecedentes como o consumo de energia, a emissão de notas fiscais eletrônicas e a arrecadação, mas também pelo desempenho de setores como o comércio e a indústria e pela geração de postos de trabalho formal, que chegaram a apresentar resultados positivos em julho.

“Mais importante que a média sobre a média é observar que abril foi o piso, como se fosse 85%, maio já é 90% e junho já é 95%. A economia já começa a retomada em V, mas o registro do segundo trimestre ainda é de queda de 10%”, afirmou Guedes. “O Brasil já está voltando em V”, repetiu.

O ministro garantiu, então, que, apesar esse choque inicial, o PIB do Brasil não vai cair 10% ao fim de 2020, como chegaram a prever alguns analistas e alguns organismos internacionais. “10% pode ser o impacto inicial, mas não quer dizer que o PIB brasileiro vai cair 10%. Hoje, todas as estimativas são de queda entre 4% e 5%, praticamente a metade desse som que está chegando agora de um passado distante”, assegurou Guedes.

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