Uma matéria assinada por Daniel Castro e Gabriel Perline na seção “Notícias da TV”, do UOL, revela que a jornalista paraibana Rachel Sheherazade, apresentadora do telejornal do SBT em São Paulo, está com os dias contados na emissora. Antes queridinha e protegida de Sílvio Santos, Sheherazade já não goza do mesmo prestígio do passado e dificilmente terá seu contrato renovado em setembro, tanto que já está procurando emprego. Pesam contra sua permanência seu alto salário e também as afrontas ao patrão, que lhe custaram punição. Rachel é tida como “rebelde” pela cúpula do SBT. Ela foi contratada como âncora após chamar a atenção de Sílvio Santos que assistiu ao vídeo de um comentário seu na TV Tambaú, afiliada do SBT em João Pessoa, criticando prévias carnavalescas na capital paraibana.

Fontes do SBT confirmam que Sheherazade, que um dia foi a menina dos olhos de Sílvio, hoje se tornou figura dispensável e até complicada para o SBT, a começar pelo “supersalário” de R$ 100 mil, que, embora não seja o mais alto da folha de pagamentos, destoa bastante da realidade de outros funcionários do Jornalismo da emissora. A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus também afetou em cheio o caixa do SBT, com queda de 40% no faturamento este ano. Na política de contenção de gastos, poupar os R$ 100 mil mensais de Sheherazade é uma oportunidade imperdível, relatam Daniel Castro e Gabriel Perline, acrescentando: “Até porque na emissora há quem esteja disposto a ganhar apenas um quinto desse valor para ocupar a bancada do SBT Brasil”.

Outra desvantagem de Sheherazade diz respeito à relação estremecida entre a jornalista e o patrão. Desde que foi proibida de emitir opiniões nos telejornais, razão pela qual foi contratada em 2011, a apresentadora perdeu o encanto pelo SBT. Passou, então, a usar seu canal no YouTube para rasgar o verbo e criticar, sobretudo, o cenário político. Novamente Sílvio Santos entrou em ação e a proibiu de publicar vídeos na plataforma. O golpe de misericórdia foi quando ele a retirou das edições de sexta-feira do SBT Brasil, sem avisá-la do motivo. Fontes ouvidas por UOL dizem que ela faz muito bem em procurar emprego neste momento, pois somente uma grande mudança de opinião por parte do dono da emissora poderia reverter sua iminente saída no próximo mês. “Em se tratando de Sílvio Santos, tudo podem acontecer”, especulam os repórteres

Rachel Sheherazade, porém, não quer esperar o contrato acabar para buscar recolocação no mercado. Nas últimas horas ela esteve na rádio Jovem Pan e se reuniu com Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, presidente do grupo de comunicação, se oferecendo para retornar à emissora. Entre 2014 e 2015, a jornalista ancorou o Jornal da Manhã, transmitido das 7h30 às 10h, função mantida em paralelo ao trabalho no SBT. Mas ela não deu conta de conciliar os dois empregos e pediu demissão para seguir apenas na TV. Em junho, a Band a procurou para reforçar o elenco do extinto matinal “Aqui na Band”. As conversas começaram bem até que Antonio Zimmerle, diretor nacional de programação, surpreendeu e contratou Mariana Godoy. Sheherazade, que era a primeira opção, foi escanteada. Na CNN Brasil, tampouco há espaço nem interesse para a jornalista neste momento. O Notícias da TV apurou que o canal está satisfeito com seu atual elenco de âncoras e não pretende promover novas grandes contratações a curto prazo.

Não procede a versão de que Rachel Sheherazade pretenda voltar para a Paraíba, muito menos a especulação de que ela teria sido sondada por uma emissora local de televisão. Desde que saiu de João Pessoa para atuar em São Paulo, a apresentadora tornou esparsos seus contatos e vínculos com o Estado onde nasceu. Uma das poucas oportunidades em que marcou presença foi para lançar o seu livro “O Brasil Tem Cura”, em que aborda temas variados da conjuntura nacional, com ênfase na política. No último dia 05 de agosto, data do aniversário de fundação de João Pessoa, Rachel Sheherazade postou vídeo com mensagem de saudação à Capital paraibana e ao seu povo, exaltando as belezas e o potencial da antiga Felipéia de Nossa Senhora das Neves.

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