Em mensagem nas redes sociais nesse domingo (09), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que a reabertura de escolas em setembro é um “imperativo social, econômico e moral” e insistiu que elas serão capazes de operar com segurança, apesar da ameaça contínua da pandemia do novo coronavírus.

O comentário vem após um estudo alertar que o Reino Unido corre o risco de uma segunda onda de covid-19 no inverno do Hemisfério Norte, duas vezes maior que o surto inicial, se as escolas abrirem sem um sistema de teste e rastreamento aprimorado.

Para dar suporte à sua fala, o primeiro-ministro utilizou uma publicação do tablóide britânico Daily Mail, foi banido da Wikipedia, por ser considerada uma fonte não-confiável.

Johnson destacou que reiniciar as escolas é uma prioridade nacional, e que estes locais serão os últimos a fechar em futuros bloqueios locais. Na primeira onda, as escolas fecharam em março durante o lockdown nacional, exceto para os filhos de trabalhadores-chave e reabriram em junho para um pequeno número de alunos.

“Manter nossas escolas fechadas por mais um momento do que o absolutamente necessário é socialmente intolerável, economicamente insustentável e moralmente indefensável”, escreveu Johnson.

Os custos econômicos para os pais que não podem trabalhar se as escolas estiverem fechadas estão aumentando, e o país enfrenta grandes problemas se as crianças ficarem defasadas com os estudos, advertiu o primeiro-ministro.

“Esta pandemia não acabou, e a última coisa que qualquer um de nós pode fazer é tornar-se complacente. Mas agora que sabemos o suficiente para reabrir escolas para todos os alunos com segurança, temos o dever moral de fazê-lo”, acrescentou.

O jornal Sunday Times informou que Boris Johnson determinou a realização de uma campanha de relações públicas para garantir que as escolas abram no momento desejado.

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