Argentina afirmou nesta terça-feira (4) que chegou a um acordo com três grupos credores para reestruturar US$ 65 bilhões em dívida soberana não paga. Com isso, poderá ser capaz de sair da inadimplência – o país está em default desde que deixou de pagar juros da dívida no primeiro semestre.

O acordo com o Ad Hoc Group of Argentine Bondholders, o Argentina Creditor Committee, o Exchange Bondholder Group e outros detentores de títulos importantes permitirá que esses grupos apoiem uma reestruturação e concedam ao país alívio significativo da dívida, disse o Ministério da Economia.

A Argentina entrou em default (calote) ao deixar de pagar os juros de títulos. Cinco dos títulos sujeitos à troca estão inadimplentes, pois a Argentina não pagou juros de US$ 500 milhões em maio e outros US$ 600 milhões na semana passada. A dívida pública da Argentina totaliza US$ 324 bilhões, quase 90% de seu Produto Interno Bruto.

No último dia 20, os mesmos credores haviam rejeitado uma oferta de reestruturação apresentada pela Argentina e feito nova proposta. “A oferta da Argentina está aquém do que os grupos de credores podem aceitar”, disseram eles na ocasião. O presidente do país, Alberto Fernández, havia afirmado que a oferta era “a última”.

Prorrogação

O governo disse que irá prorrogar o prazo original para alcançar um acordo desta terça-feira (4) para 24 de agosto para finalizá-lo.

O país estava em um impasse com os credores, que incluem grandes fundos como BlackRock e Ashmore, sobre a reformulação da dívida antes do prazo desta terça-feira.

A economia argentina caminha para uma contração estimada de 12% da economia este ano, na esteira de dois anos de recessão.

Não houve uma confirmação imediata do acordo por parte do grupo de credores, de acordo com a Reuters.

A Argentina oferecia pagar em torno de US$ 53,5 por cada US$ 100 de dívida, enquanto os credores exigiam pelo menos US$ 56,5 a cada US$ 100. A nova proposta coloca a recuperação acima de US$ 54 por cada US$ 100, melhorando os prazos de pagamento e sem mexer na oferta econômica em si, segundo a AFP.

Na última proposta formal, o período de carência sem pagamentos foi reduzido de três anos para um. Com isso, a Argentina começaria a honrar os vencimentos em setembro de 2021. Os credores queriam encurtar esse período ainda mais, para até setembro deste ano.

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