A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, divulgou, nesta segunda-feira (3), o Boletim Epidemiológico com registros de casos das arboviroses (dengue, chikungunya e zika) até a 30ª Semana Epidemiológica (30 de julho). Este é o sexto boletim divulgado este ano e, em meio à pandemia, a SES observa que a queda nos números se deve à subnotificação dos casos.

“Entre as várias consequências da pandemia está a diminuição de busca da população ao atendimento médico e, consequentemente, das notificações das arboviroses que não estão sendo realizadas. Muitas das ações presenciais não foram executadas efetivamente, mas, ainda assim, a SES continua realizando as ações de apoio junto às Secretarias Municipais de Saúde”, disse a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares.

De acordo com o Boletim, foram registrados 4.593 casos prováveis de dengue, uma queda de 67,8% na comparação com o ano passado neste mesmo período, quando foram registrados 14.268 casos prováveis. Em relação à chikungunya, foram notificados 740 casos prováveis, enquanto em 2019 houve 1.045 casos, o que corresponde a uma queda de 29,18%. Neste ano, até o momento, são 105 casos prováveis de zika, representando um decréscimo de 68,9% em comparação ao ano passado, com 338 casos prováveis.

Apesar do cenário atual da Covid-19, as atividades de controle continuam ativas, entre elas, a realização de videoconferência com os municípios que estão com óbitos por arboviroses em investigação para reforçar a importância da notificação, investigação e encerramento dos casos em tempo oportuno.

“Observamos, ainda, a necessidade de fortalecer a vigilância laboratorial e intensificar as coletas para isolamento viral, a fim de identificar qual sorotipo está circulando. A qualidade do diagnóstico depende da coleta, acondicionamento e transporte de amostras adequadas”, informou Talita.

No que diz respeito à assistência, como as três doenças (dengue, chikungunya e zika) têm alguns sintomas semelhantes aos da Covid-19, a exemplo de febre e dor no corpo, a orientação é para que a pessoa que esteja sintomática procure os Postos de Saúde ou as UPAs.

Chuvas – Em virtude do período de elevadas temperaturas e intermitência de chuvas, a SES recomenda às Secretarias Municipais de Saúde que intensifiquem ações de modo integrado aos diversos setores locais como Infraestrutura, Limpeza Urbana, Secretaria de Educação e Meio Ambiente; sensibilizem a população para eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, contribuindo, assim, para o controle das arboviroses e manter ativa a vigilância para notificação dos casos suspeitos.

A SES lembra à população que algumas medidas podem fazer toda a diferença para impedir o registro de mais casos. “Orientamos que as famílias não esqueçam que o dever de casa no combate ao mosquito é permanente. Uma faxina deve ser feita, pelo menos uma vez por semana, para eliminar copos descartáveis e outros possíveis criadouros do mosquito, lavar bem a caixa d’água e depois vedar, além de não deixar água acumulada e receber em domicílio o técnico de saúde, devidamente credenciado, para que as visitas de rotina sirvam como vigilância”, pontuou Talita Tavares.

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