O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, revelou neste sábado (25) que um dos motivos que o levou à renúncia da chefia do banco público foi uma “cultura de privilégio, corrupção e compadrio” presente em Brasília. Ele presidia a estatal desde o início do governo de Jair Bolsonaro.

Em entrevista à jornalista Raquel Ladim, da CNN Brasil, o agora ex-presidente do BB afirmou que “não se adaptou à cultura de privilégio, corrupção e compadrio de Brasília” e que já teria falado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para deixar o posto desde maio.

No fim de maio foi revelado o conteúdo da polêmica reunião ministerial de 22 de abril, onde ele revela ter um “sonho” de privatizar o banco que presidia, mas é frustrado pelo presidente Jair Bolsonaro. O ex-capitão disse que “só se fala isso em vinte e três (2023)”, após uma suposta reeleição do governo.

Apesar de afirmar que já estaria planejando a saída desde maio, a decisão foi confirmada apenas na última sexta-feira (24). O BB comunicou a saída de Novaes dois dias depois do ex-ministro Ciro Gomes denunciar uma prática que define como “roubo moderno” que estaria acontecendo dentro do Banco do Brasil.

Segundo o candidato do PDT às eleições de 2018, o banco teria vendido papéis de empréstimos no valor de R$ 3 bilhões por cerca de R$ 300 milhões ao BTG Pactual, banco fundado por Paulo Guedes, ministro da Economia.

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