A indicação da filha do ministro da Casa Civil, Braga Netto, para uma vaga na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), causou polêmica nesta semana e acabou sendo frustrada. Uma matéria publicada no jornal O Globo nesta sexta-feira (24), porém, aponta que a prática de empregar parentes é comum na gestão de Jair Bolsonaro e também envolve políticos paraibanos.

De acordo com o texto, Deborah Roberto, esposa do líder do PL, o deputado federal paraibano Wellington Roberto, foi nomeada no ano passado para a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Já a mãe do deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro, Vírginia Velloso Borges, ocupa a superintendência do órgão na Paraíba desde 2017.

Procurado pela reportagem de O Globo, Aguinaldo Ribeiro disse, por meio de sua assessoria, que sua mãe foi nomeada no governo de Michel Temer. Wellington Roberto diz que a indicação de sua mulher é técnica: ”Ela é competentíssima, já trabalhou em vários órgãos aqui em Brasília e agora está na diretoria de saúde ambiental e fazendo um trabalho excelente. Está comunicando tudo ao presidente e colocando ordem por lá”.

A nomeação de parentes de aliados não configura nepotismo, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso desde que não se trate de nepotismo cruzado — quando, em troca de uma indicação, o político nomeia também um parente de seu aliado.

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