Depois da Prefeitura de São Paulo anunciar o cancelamento do Réveillon de 2020 na cidade, o diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa, Maurício Burity, informou que a festa na Capital paraibana também está comprometida e poderá ser cancelada caso não surja vacina contra o coronavírus até o mês de outubro. Segundo ele, eventos como esse, que aglomeram em torno de 100 mil pessoas, só devem acontecer se todos participantes estiverem imunizados.

Em entrevista ao ClickPB, Maurício Burity disse que, se até o mês de outubro não surgir uma vacina contra a covid-19 e que ainda dê tempo de imunizar toda a população, a festa poderá ser cancelada. “Se em setembro ou outubro surgir a vacina e der tempo de vacinar todos a festa deve acontecer. Agora, se não houver, não tem condições. Uma festa de Revéillon a gente consegue organizar em 40 dias, diferentemente do Carnaval que precisa de mais tempo”, comentou.

Hoje, o órgão segue, junto com a Prefeitura da Capital, as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e eventos de pequeno, médio e grande porte não devem acontecer sem a presença de vacinas. “É condicionante. De repente, você tem uma aglomeração e depois aparecem várias pessoas doentes”, analisou. Ainda segundo o diretor da Funjope, existe uma grande expectativa sobre vacinas que estão sendo testadas, mas isso requer tempo e garantia de que protegerá as pessoas.

Ainda de acordo com Burity, a oitava edição do Festival Internacional da Música, que acontece no fim de novembro e início de dezembro, também está ameaçado porque é um evento que aglomera e aglomerações não são recomendadas para a prevenção do novo coronavírus.

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