O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que Luiz Henrique Mandetta, seu ex-ministro da Saúde, “semeava pânico” com o discurso sobre isolamento, quarentena e a necessidade de “achatar a curva” do novo coronavírus. “Olha o problema que vamos ter pela frente. Vamos preservar vidas? Sim. Mas repito: quando resolveram lá atrás partir para o achatamento da curva… Lembra do Mandetta: vamos achatar curva, caminhão do Exército pegando corpos na rua, semeando pânico. O objetivo de achatar curva é que o Brasil se preparasse para que os hospitais pudessem atender os contaminados. Não temos vacina e remédio comprovado cientificamente ainda. Está sobrando leitos.Tem que começar a abrir”, defendeu

“A crise, morte, suicídio, depressão está chegando. Qualquer chefe tem de decidir [sobre reabertura]. Qualquer decisão mal tomada é indecisão. Tomar cuidado, sim. Houve neurose. Ninguém disse que não ia morrer, está morrendo gente, infelizmente, alguns acham que dava para diminuir o número de óbitos. Diminuir como? Devemos tomar cuidado com os mais velhos, mas, mais cedo ou mais tarde, esse idoso não está livre de ser contaminado pelo vírus. É a realidade”, acrescentou. As críticas de Bolsonaro ao plano de combate dos estados e municípios à pandemia foram feitas hoje, na live tradicionalmente realizada às quintas-feiras no Facebook e no YouTube. O presidente da República, que diz ter sido contaminado pelo coronavírus, falou sobre o tema enquanto exibia uma caixa de hidroxicloroquina na mesa. O medicamento para malária ainda não tem eficácia comprovada no tratamento para a covid-19

 

 

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