A Operação Calvário foi deflagrada pelo Gaeco do Ministério Público da Paraíba em fevereiro de 2019, com a revelação de que uma organização criminosa utilizou poder político de seus integrantes para desvios milionários de recursos públicos da saúde.

O esquema desvendado pela investigação foi colocado em prática a partir de 2011, primeiro ano da gestão do então governador Ricardo Coutinho, através da contratação pelo Governo do Estado de organizações sociais para administrar hospitais.

Com o avanço das investigações o Gaeco descobriu que as ações da organização criminosa não ocorreram a partir de 2011 com a ascensão do apontado pela Força-Tarefa, chefe da Orcrim, Ricardo Coutinho ao cargo de governador.

Os contatos de Ricardo Coutinho com Daniel Gomes foram efetuados já em 2010 em plena campanha ao Governo do Estado, quando foram entregues R$ 500 mil para os socialistas, e em troca a gestão contrataria a Cruz Vermelha Brasileira para administrar o Hospital de Trauma, o que efetivamente ocorreu.

Ainda em 2008, logo após as eleições que reelegeram Ricardo Coutinho prefeito de João Pessoa, o irmão, Coriolano Coutinho comprou, e pagou R$ 100 mil em espécie, um lote de quase 2 mil metros quadrados, de propriedade da Cinep – Companhia de Desenvolvimento da Paraíba -.

Apesar de ter sido Coriolano Coutinho que negociou , comprou e pagou, o imóvel durante as investigações aparece como sendo de Valéria Vieira Coutinho, bem adquirido após ter se divorciado de Paulo César Dias Coelho, então cunhado de Coriolano e Ricardo Coutinho.

Revelações de ex-secretários de estado que assinaram acordo de delação premiada, informam que alto investimento em toda a estrutura do prédio e na mobília de todos os ambientes, foi custeado com dinheiro de propina, algo em torno de R$ 1.600.000,00 ( hum milhão e seiscentos mil reais).

O Quartel General dos Girassóis era sofisticado, amplo, bem seguro e confortável. Tudo bancado com dinheiro público transformado em propina.

Só mesmo uma Força-Tarefa extremamente qualificada para ultrapassar os muros do Quartel General dos Girassóis, e descobrir o mecanismo do maior escândalo de corrupção em toda a história da Paraíba.

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