Segundo uma reportagem do jornal The Guardian, o grupo inclui o co-fundador da Ben and Jerry’s, Jerry Greenfield, e a herdeiro da Disney, Abigail Disney.

Ainda segundo a reportagem, em comunicado, o grupo afirmou que “quando o Covid-19 atinge o mundo, milionários como nós têm um papel crítico a desempenhar na cura do mundo”.

“Não, não somos nós que cuidamos dos doentes em enfermarias de terapia intensiva. Não estamos dirigindo as ambulâncias que levarão os doentes aos hospitais. Não estamos reabastecendo as prateleiras dos supermercados ou entregando comida de porta em porta”, afirmou a carta, compartilhada com o jornal.

Ainda segundo a publicação, o grupo teria alertado que o impacto econômico da crise do novo coronavírus “durará décadas” e poderá “levar meio bilhão a mais de pessoas à pobreza”.

No comunicado, o grupo afirma que os problemas trazidos pela pandemia não podem ser resolvidos apenas com caridade, por mais generosas que elas sejam.

“Os líderes do governo devem assumir a responsabilidade de levantar os fundos de que precisamos e gastá-los de maneira justa ”, diz a carta. “Temos uma dívida enorme com as pessoas que trabalham nas linhas de frente desta batalha global. A maioria dos trabalhadores essenciais é grosseiramente mal paga pelo fardo que carregam. ”

O grupo divulgou a carta antes da reunião de ministros das Finanças do G20 e dos governadores dos bancos centrais. Eles pediram aos políticos que “enfrentem a desigualdade global e reconheçam que os aumentos de impostos sobre a riqueza e maior transparência tributária internacional são essenciais para uma solução viável a longo prazo”.

 

Outros nomes que fazem parte da iniciativa são Stephen Tindall, fundador do Warehouse Group e o segundo homem mais rico da Nova Zelândia, com uma fortuna de US$ 475 milhões; o roteirista e diretor britânico Richard Curtis; e John O’Farrell, que investe em empresas de tecnologia do Vale do Silício.

Segundo o The Guardian, houve repetidos apelos para que os super-ricos contribuíssem mais após a crise da covid-19. Os críticos apontaram que, embora nomes como Jeff Bezos, fundador da Amazon, tenham doado muito dinheiro, isso representa menos de 0,1% de sua fortuna estimada.

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