O desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Élio Siqueira Filho, decidiu suspender, na tarde desta sexta-feira (10), as investigações no âmbito da Operação Cifrão, deflagrada no dia 2 de julho, de supostas fraudes no desvio de mais de R$ 2 milhões no Sistema Social de Indústria da Paraíba.

Segundo o TRF5, “o desembargador federal Élio Siqueira, relator, considera que há indícios de que os fatos em investigação na chamada Operação Cifrão dizem respeito ao suposto desvio de recursos próprios do SESI e não de recursos públicos federais”. Nesse caso, o magistrado entende que “isso irá repercutir na definição da competência para o caso, conforme jurisprudência do STF, se da Justiça Estadual ou da Justiça Federal”.

Então, de acordo com o desembargador, “para evitar futura alegação de nulidade, resolveu suspender o Inquérito Policial nº 281/2019, até o julgamento do Habeas Corpus pelo Colegiado, após colher as informações da autoridade impetrada e o pronunciamento do Ministério Público Federal”.

Élio Siqueira tomou essa decisão em atendimento a pedidos de investigados, como o presidente da Federação das Indústrias da Paraíba, Buega Gadelha, um dos alvos de mandado de busca e apreensão.

Entenda o caso

A Operação Cifrão investiga um esquema criminoso de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de ativos, envolvendo obras executadas pelo Sesi (Serviço Social da Indústria) no Estado e cumpriu 28 mandados de buscas a apreensão.

Conforme as investigações, nada menos do que R$ 7,6 milhões teriam sido movimentados em João Pessoa, Campina Grande, Bayeux, Patos, Sousa e Rio Tinto.

A operação é resultado de atuação conjunta do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e do Gaeco, a força tarefa que identificou fraudes em licitações bem como vínculos entre empresas licitantes e pessoas ligadas ao sistema “S” da Paraíba (Fiep e Sesi).

Dentre os nomes indiciados constam do empresário Francisco Benevides (Buega) Gadelha e Marcone Taddadt Rocha, diretor do Sesi. Alvo da Operação Cifrão, Buega) Gadelha,  já havia sido preso na Operação Fantoche, em fevereiro de 2019.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

dez − cinco =