Noronha escreveu que a presença de Márcia Aguiar é ‘recomendável para dispensar as atenções necessárias’
Em sua decisão de transferir o policial aposentado Fabricio Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), para prisão domiciliar, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio de Noronha, concedeu o mesmo direito para Márcia Aguiar, mulher de Queiroz, que está foragida.

Em sua justificativa para que Márcia também fosse contemplada pela prisão domiciliar, Noronha argumentou que o marido precisa ser cuidado.

“O mesmo vale para sua companheira, por se presumir que sua presença ao lado dele seja recomendável para lhe dispensar as atenções necessárias”, escreveu Noronha em sua decisão.
Sobre a liberação de Queiroz, Noronha afirmou que, consideradas as condições de saúde de Queiroz, o caso se enquadra em recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que sugere o não recolhimento a presídio em face da pandemia do coronavírus.

Em março, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem Queiroz é amigo próximo, disse que se dependesse dele, ninguém seria solto na pandemia, e que presos estão mais protegidos na cadeia. Ele criticou a recomendação do CNJ.

“Eu, se depender de mim, não soltaria ninguém. Afinal de contas, [os presos] estão muito mais protegidos dentro da cadeia, porque nós proibimos as visitas íntimas, proibimos as visitas também nos presídios, de modo que estão bem protegidos lá dentro”, disse Bolsonaro, durante entrevista à RedeTV.
Com Mariana Carneiro e Guilherme Seto

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

oito + seis =