A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba (PR) ofereceu R$ 508 milhões ao governo federal para reforçar o caixa no combate à pandemia do novo coronavírus. Mas ainda não teve resposta.

O dinheiro vem de acordos de leniência firmados com a Lava Jato. Empresas que desviaram recursos públicos, confessaram os esquemas e pagaram multas.

No dia 21 de maio, a juíza Gabriela Hardt, da Justiça Federal em Curitiba, informou ao ministro Braga Netto, da Casa Civil, coordenador do Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19, sobre a “disponibilidade de valores depositados neste juízo de R$ 21.681.374,13 que podem chegar a até R$ 508.785.381,95 para destinação ao enfrentamento à pandemia”.

E solicitou:

  • Indicação de órgãos ou instituições públicas ou hospitais e entidades conveniados com o poder público;
  • As condições necessárias para a destinação dos recursos exclusivamente nas ações de combate ao coronavírus.

No dia 17 de junho, o pedido foi reiterado. A Casa Civil respondeu apenas que recebeu os ofícios.

No mês passado, o Jornal Nacional questionou a Casa Civil, que respondeu que o assunto era da alçada do Ministério da Saúde. O ministério disse no dia 18 de junho que estava “analisando a oferta”.

Passado um mês e meio da oferta, o Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira que precisa de mais tempo para saber se a oferta já foi aceita.

A Justiça Federal em Curitiba não recebeu resposta do governo. Enquanto isso, o dinheiro está parado em uma conta judicial.

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