Um levantamento feito pelo Ministério da Economia aponta que menos de 20% do crédito previsto em programas de auxílio durante a pandemia anunciados pelo governo federal chegaram até os empresários brasileiros. A informação é da Folha de S. Paulo.

Os dados mostram que depois de 4 meses do lançamento dos programas, somente R$ 12,1 bilhões foram desembolsados, valor que corresponde a 17% dos quase R$ 70 bilhões anunciados para 4 linhas de financiamento.

A medida faz parte do pacote econômico elaborado para conter os efeitos pandemia da covid-19 no Brasil. Com o crédito facilitado, empresários brasileiros poderiam manter os empregos e os negócios funcionando, mesmo com as operações reduzidas.

Em comissão no Congresso Nacional no dia 30 de junho, o ministro Paulo Guedes afirmou que o desempenho da medida tem sido insatisfatório. ” Tenho a maior franqueza em reconhecer que, na parte de crédito [o desempenho]  não foi satisfatório até o momento. Nós continuamos aperfeiçoando o nosso programa para o dinheiro chegar à ponta, que era a maior reclamação”.

Os especialistas da pasta afirmam que o maior gargalo é a atuação das instituições bancárias, visto que o Banco Central (BC) liberou os recursos necessários.

Carlos Melles, presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), afirma que “não existe apetite para emprestar ao pequeno” empresário, que acaba sendo o mais prejudicado.

Em contraponto, os bancos argumentam que há grandes riscos na concessão de crédito a empresários que não apresentam garantias suficientes para as operações.

Assim, a saída para muitas empresas tem sido recorrer a linhas de crédito pré-aprovadas, esgotando os recursos financeiros disponíveis no mercado no começo da crise.

Em 10 de junho, o governo anunciou que R$ 15,9 bilhões do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) foram liberados para o FGO (Fundo Garantidor de Operações), disponível aos micro e pequenos empreendedores nas agências bancárias do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais.

O Ministério da Economia afirma que a execução do Pronampe se encontra em 7,5% da capacidade total e que isso se deve ao pouco tempo de lançamento do programa.

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