Sergio Moro, cuja segunda coluna na Crusoé foi publicada hoje, foi entrevistado na tarde desta sexta-feira (3) por Fausto Macedo e Eliane Cantanhêde, do Estadão.

O ex-ministro da Justiça, que deixou o governo em abril após acusar Jair Bolsonaro de interferir politicamente na PF, voltou a dizer que “cumpriu o seu dever” –o presidente deve ser ouvido em breve no inquérito aberto pelo STF.

“Espero que o presidente diga a verdade quando for inquirido, como deveria ser natural. Eu sei que eu falei a verdade. Se ele vai falar ou não, é uma questão que nós deixamos em aberto.”

Moro também voltou a negar que tenha pretensões de se candidatar à Presidência em 2022 e chamou de “fantasia” especulações nessa linha (“eu estou fora desse jogo político”). Disse que vai se “inserir agora no mundo privado”.

Mas acrescentou que, embora tenha saído do serviço público, não saiu do debate público.

“Não vou me abster de falar que nós devemos ser fiéis aos nossos princípios. E entre os princípios essenciais para a nossa democracia são o combate à corrupção e o Estado de Direito. Ambos são essencialmente importantes. Se eu sou um problema falando isso, paciência.”

 

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