Devido a chegada do frio no Sul do país e o ciclone bomba que atingiu a região, a nuvem de gafanhotos se afastou do Brasil nos últimos dias. De acordo com o pesquisador Kleber Trabaquini, da empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) após fazer simulações da movimentação dos insetos na semana passada, ele afirma que o frio foi um fator determinante para conter o avanço da nuvem mais do que o ciclone.

“O que está mais freando o deslocamento é a baixa temperatura na região. O inseto tem uma temperatura ideal de desenvolvimento entre 25 e 30°C, que foi quando a nuvem se deslocou em torno de 100 km por dia”, explica.

O meteorologista da Rural Clima, Marco Antonio, acredita que, como o deslocamento dos insetos está seguindo para dentro da Argentina, se afastando do Brasil, a chance de chegada é muito pequena. Até domingo (5), a previsão é que o Rio Grande do Sul tenha frio e chuva, permanecendo um “bloqueio natural” para a entrada da nuvem de gafanhotos.

“Se não tivesse feito chuva e frio, tinha muitas chances de chegar. Agora, temos condições desfavoráveis para o avanço. Como a nuvem entrou mais para o interior da Argentina, acho difícil que voltem (para a região de fronteira) ”, afirma Antônio.

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