Os russos validaram por 77,92% dos votos a reforma constitucional que potencialmente autoriza Vladimir Putin a permanecer no poder até 2036, de acordo com a apuração final divulgada nesta quinta-feira (2), um resultado classificado como uma mentira pela oposição.

A Comissão Eleitoral anunciou que os votos contrários à reforma alcançaram 21,27%. A taxa de participação no referendo foi de quase 65%.

Vladimir Putin durante conferência, em 1º de julho de 2020 — Foto: Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin/Via Reuters

Vladimir Putin durante conferência, em 1º de julho de 2020 — Foto: Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin/Via Reuters

A votação deveria ter acontecido em abril, mas foi adiada devido à pandemia de coronavírus. Para evitar um excesso de fluxo nas zonas eleitorais e não afetar a participação, a consulta aconteceu de 25 de junho a 1 de julho.

Não existiam dúvidas sobre o resultado do referendo porque as reformas já haviam sido aprovadas pelo Poder Legislativo no início do ano e, além disso, o novo texto da Constituição já estava à venda nas livrarias.

O principal opositor do Kremlin, Alexei Navalny, chamou a votação de enorme mentira e pediu a seus partidários uma mobilização nas eleições regionais de setembro.

Entre as reformas constitucionais solicitadas por Putin, figura em especial uma que abre o caminho para sua permanência no poder até 2036. Putin tem mandato atualmente até 2024.

Além da polêmica questão, as mudanças reforçam algumas prerrogativas presidenciais, como as nomeações e demissões de juízes.

Também incluem outras medidas, como a inclusão na Constituição da “fé em Deus” e o matrimônio como instituição heterossexual.

Foram adicionados ainda princípios sociais como a garantia do salário mínimo e a revisão das pensões de acordo com a inflação.

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