O Palácio do Planalto discute, nos bastidores, diferentes cargos para Abraham Weintraub deixar o Ministério da Educação. O presidente Bolsonaro disse ontem que busca solucionar a questão de Weintraub.

Segundo o blog apurou, em discussão hoje, além da ideia de um posto no exterior, foram citados cargos em conselhos ou até diretoria de bancos. Weintraub é economista. A ideia de uma embaixada foi cogitada e descartada, uma vez que senadores mandaram avisar que o nome do ministro não seria aprovado na Casa. O Planalto ainda não bateu o martelo sobre o destino de Weintraub.

O STF e o Congresso aguardam a demissão de Weintraub o mais breve possível. A ala ideológica do governo, incluindo os filhos, querem convencer Bolsonaro a manter o ministro no cargo, mas admitem desde ontem que ele pode deixara o cargo. Se não for possível, querem uma compensação ao ministro.

Nas palavras de um aliado de Bolsonaro, “se sair, Weintraub não sairá de mãos vazias”. O argumento para a solução premiada a Weintraub é que o presidente reconhece o trabalho de Weintraub para “tirar esquerdistas” do MEC, por exemplo.

Na avaliação de um aliado de Weintraub, o “ideal” seria a garantia de que, saindo do governo, o ministro não será preso –mas o governo sabe que não terá essa sinalização do Judiciário.

Como o blog publicou na segunda-feira, a expectativa é a de que Weintraub seja demitido antes da posse de Fabio Faria amanhã, marcada para 11 horas.

Fontes ouvidas pelo blog defendem que o presidente escolha um nome de “alto nível” para a pasta, sem a influência da ala ideológica e dos filhos do presidente.

Investigado

Weintraub é investigado no inquérito das fake news por ter dito, na reunião ministerial de 22 de abril, cujo conteúdo se tornou público em 22 de maio, que, por ele, “botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”. Nesta segunda-feira (15), o STF começou a julgar habeas corpus que pede a retirada do nome do ministro do inquérito. A Corte já formou maioria para que ele continue sendo investigado.

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