O lockdown falhou e destruiu milhões de meios de subsistência em todo o mundo, afirma estudo do J.P. Morgan. Relatório do banco critica a decretação de medidas baseadas em “artigos científicos falhos” por governos “assustados”, causando colapso econômico sem precedentes e mais mortes do que o vírus.

Um relatório de pesquisa de Marko Kolanovic, chefe global de pesquisa macro-quantitativa e de derivativos do J.P. Morgan, avalia que os governantes se assustaram com “artigos científicos falhos” e decretaram lockdowns “ineficientes ou atrasados” que destruiram empresas, empregos e vidas sem, contudo, mudar o curso da pandemia.

O relatório é uma crítica ao pensamento atual sobre a resistência à reabertura dos negócios e, mais pungentemente, ao cenário político predominante, com ênfase em como a crise está sendo alavancada por políticos.

Marko Kolanovic acompanha a evolução do vírus há quase dois meses. Seus modelos foram, na maioria das vezes, precisos na previsão de pontos de inflexão, bem como de taxas de mortalidade e casos.

Previsões de Marko Kolanovic vs realidade vs modelos prevalentes/aceitos April 28, 2020
Previsões de Marko Kolanovic vs realidade vs modelos prevalentes/aceitos 

“Quando a pandemia atingiu os EUA, sabíamos que a linha do tempo do vírus seria a mais importante e talvez a única variável relevante para determinar o caminho da economia e dos mercados financeiros”, escreve Marko Kolanovic.

“Como estamos aprendendo nesta crise, previsões científicas imprecisas, politização das pesquisas e uma abordagem sensacionalista podem ter impactos significativos”, ele escreve, observando que “com base no que se acredita serem as previsões de pior caso, a resposta política varia de direcionada a indiscriminada quando aplicada ao lockdown de regiões geográficas, proteção de determinados segmentos demográficos, ou avaliação dos riscos de uma atividade econômica específica ser suspensa”.

“Embora muitas vezes ouvimos que os lockdowns são motivados por modelos científicos e que existe uma relação exata entre o nível de atividade econômica e a disseminação do vírus, isso não é suportado pelos dados”, escreve Kolanovic.

“De fato, praticamente em todos os lugares as taxas de infecção diminuíram após a reabertura”.

Kolanovic criticou o oportunismo e a abordagem anti-ciência dos políticos que se dizem guiados pela ciência e salvadores de vidas para justificar atos que atendem suas agendas.

“Enquanto nosso conhecimento do vírus e da ineficácia dos lockdowns evoluíram, os lockdowns permaneceram e o foco mudou para o rastreamento de contatos, contemplando surtos de uma segunda onda e idéias sobre como projetar melhores sistemas educacionais, políticos e econômicos. Ao mesmo tempo, milhões de meios de subsistência estavam sendo destruídos por esses lockdowns”.

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