O Brasil tem 37.359 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta terça-feira (9), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na segunda-feira (8), às 20h, o primeiro balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, três estados (SE, RR e GO) divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta terça-feira (9):

  • 37.359 mortes
  • 711.696 casos confirmados

(Na segunda-feira, 8, às 20h, o balanço indicou: 37.312 mortes, 849 novas mortes em 24 horas; e 710.887 casos confirmados)

Brasil tem 37.359 mortes por Covid-19, aponta consórcio de veículos de imprensa

Brasil tem 37.359 mortes por Covid-19, aponta consórcio de veículos de imprensa

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e veículos de imprensa, elogiaram a iniciativa.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

 — Foto: Editoria de Arte/G1

— Foto: Editoria de Arte/G1

Até o dia 7 de junho, o infográfico com a curva de mortes dos estados mostrou os dados divulgados até as 23h59 pelas secretarias. A partir de 8 de junho, o gráfico apresentará os dados divulgados até as 20h. Veja o avanço das mortes em cada estado e no Distrito Federal até o fechamento dos dados nesta segunda:

 

Das 20 cidades com maior mortalidade no Brasil, 12 estão no Amazonas e só quatro fora da Região Norte. No ranking, aparecem cinco capitais, nesta ordem: Belém (2°), Fortaleza (5°), Recife (7°), Manaus (15°) e Rio de Janeiro (16°).

Ranking de 20 cidades com maior mortalidade por Covid-19 no Brasil — Foto: Pauta G1

Ranking de 20 cidades com maior mortalidade por Covid-19 no Brasil — Foto: Pauta G1

Taxa de ocupação de leitos de UTI

  • Acre – 82,6% em todo o estado em 4/6
  • Alagoas – 79% em todo o estado 4/6
  • Amapá – 98,84% em todo o estado em 4/6
  • Amazonas – 70% em todo o estado em 3/6
  • Bahia – 71% em todo o estado em 5/6
  • Ceará – 76,30% em todo o estado em 8/6
  • Distrito Federal – 69,5% na rede privada e 42,24% na rede pública em 29/5
  • Espírito Santo – 85,14% em todo o estado em 4/6
  • Goiás – 46,6% dos leitos de gestão estadual, em todo o estado em 3/6
  • Maranhão –96,25% na Grande São Luís, 80,85% no interior e 85,2% em Imperatriz em 2/6
  • Mato Grosso – 37,6% em todo o estado em 4/6
  • Mato Grosso do Sul – 5,4% em todo o estado em 8/6
  • Minas Gerais – 71% em todo o estado em 8/6
  • Pará – 79% em todo o estado em 3/6
  • Paraíba – 67% em todo o estado em 5/6
  • Paraná – 40% em todo o estado em 4/6
  • Pernambuco – 98% em todo o estado em 3/6
  • Piauí – 61% em todo o estado em 24/5
  • Rio de Janeiro – 90% no SUS em todo o estado em 5/6
  • Rio Grande do Norte – 84% na rede pública e 71% na rede privada em 5/6
  • Rio Grande do Sul – 71,9% em todo o estado em 5/6
  • Rondônia – 77,9% em todo o estado em 3/6
  • Santa Catarina – 61,7% do sistema público em todo o estado em 3/6
  • São Paulo – 71% em todo o estado em 5/6
  • Sergipe – 68,3% na rede pública e 85% na rede privada em todo o estado em 4/6
  • Tocantins – 60% dos leitos ocupados em 3/6

Roraima não divulga a lotação dos leitos de UTI do estado.

Testes feitos pelos estados

Número de testes de coronavírus feitos pelos estados

EstadoNº de testesData de divulgação
Acre18.2528/6
Alagoas18.0481º/6
Amapá21.2413/6
Amazonas6.18327/4
Bahia39.94921/5
Ceará152.0578/6
Distrito Federal141.34429/5
Espírito Santo56.8315/6
Goiás12.92530/5
Maranhão66.7173/6
Mato Grosso8.2533/6
Mato Grosso do Sul14.8068/6
Minas Gerais25.2805/6
Pará54.3113/6
Paraíba60.0225/6
Paraná26.06325/5
Pernambuco50.39228/5
Piauí43.1093/6
Rio de Janeiro25.3084/6
Rio Grande do Norte25.4655/6
Rio Grande do Sul12.50826/5
Rondônia18.8913/6
Roraima71823/4
Santa Catarina33.0004/6
São Paulo87.46327/5
Sergipe20.7022/6
Tocantins7.09525/5
Total990.351

Rio de Janeiro não divulga o número de testes.

Pacientes recuperados

Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados

EstadosNº de pacientes recuperadosData de divulgação
Acre4.1338/6
Alagoas8.4615/6
Amapá6.1488/6
Amazonas34.5832/6
Bahia11.4645/6
Ceará46.5158/6
Distrito Federal7.3365/6
Espírito Santo9.9195/6
Goiás73826/5
Maranhão23.2728/6
Mato Grosso1.1455/6
Mato Grosso do Sul1.1907/6
Minas Gerais6.8578/6
Pará44.2448/6
Paraíba3.9455/6
Paraná2.2674/6
Pernambuco20.3754/6
Piauí45629/5
Rio de Janeiro41.8382/6
Rio Grande do Norte8.3918/6
Rio Grande do Sul8.3915/6
Rondônia2.6003/6
Roraima1.2306/6
Santa Catarina6.4424/6
São Paulo24.6165/6
Sergipe2.9992/6
Tocantins2.6348/6
Total325.602

Dados do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde também divulgou dados nesta segunda-feira (8). Segundo a pasta, houve 679 novos óbitos e 15.654 novos casos, somando 37.134 mortes e 707.412 casos desde o começo da pandemia. Ou seja, um número inferior ao divulgado pelo consórcio. A divulgação, porém, ocorreu horas antes.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita justamente em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

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