A Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) solicitou ao Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) que continue empenhado e atento ao caso da falta de medicamentos sedativos e bloqueadores neuromusculares nos hospitais da Paraíba. Na última quinta-feira (04), o CRM-PB denunciou a falta desses remédios no Hospital Metropolitano José Maria Pires, em Santa Rita, uma das unidades de referência para pacientes com a Covid-19, no Estado, após ter fiscalizado o hospital nos dias 1 e 3 de junho.

Em ofício enviado ao CRM-PB, a SBA afirma que vem recebendo informações sobre a falta desses medicamentos em diversos hospitais do país e que, tendo em vista a seriedade do trabalho realizado pelo CRM-PB, solicita que a instituição continue atenta a este problema grave, “para evitar consequências danosas à classe médica e, principalmente, à população”. O documento da SBA ainda reitera que os medicamentos para sedação são fundamentais para que seja possível manter, adequadamente, os níveis de consciência, ventilação pulmonar e condições de intubação traqueal dos pacientes.

O ofício da SBA ainda ressalta que “a falta dessas substâncias causará um impacto negativo considerável nas estratégias adotadas pelos governos estaduais e federal no enfrentamento da Covid-19 e, principalmente, na qualidade dos serviços médicos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela rede particular”.

“Sabemos das dificuldades que vários hospitais do país estão passando, por conta da falta desses medicamentos e de outros equipamentos essenciais para manter os pacientes nas Unidades de Terapia Intensiva. A diretoria do hospital já nos informou que essas drogas estão em falta e que algumas empresas estão cobrando valores muito acima do mercado. No entanto, são medicamentos imprescindíveis para os pacientes intubados e é preciso que os gestores encontrem alternativas de aquisição desses sedativos o mais rápido possível”, destacou o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais.

O relatório sobre a fiscalização do CRM-PB ao Hospital Metropolitano, com a constatação da falta dos medicamentos já foi enviado ao Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, à Secretaria Estadual de Saúde e à diretoria técnica do hospital. “A diretoria do hospital já nos informou que, por enquanto, está sendo utilizado um protocolo de drogas alternativas para intubação e manutenção dos pacientes sedados”, completou o presidente do CRM-PB.

Desde a segunda quinzena do mês de maio, o Hospital Metropolitano está atendendo exclusivamente pacientes com a Covid-19. Conforme o Plano de Contingência da Secretaria Estadual de Saúde, o hospital tem capacidade para 60 leitos de UTI e 31 de enfermaria. No entanto, conforme foi constatado na fiscalização do CRM-PB, estão funcionando, por enquanto, 52 leitos de UTI e os 31 de enfermaria.

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