A Procuradoria Geral da República (PGR) enviará um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para informar que é favorável à prorrogação do inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro interferiu na Polícia Federal.

O inquérito foi autorizado pelo STF em 27 de abril, três dias após o então ministro da Justiça, Sergio Moro, ter anunciado a demissão do cargo. Na ocasião, Moro disse que Bolsonaro interferiu na PF ao demitir o então diretor-geral da instituição, Maurício Valeixo. Bolsonaro nega a acusação.

A PF pediu na semana passada a prorrogação do inquérito, e o ministro Celso de Mello, relator do caso no STF, pediu à PGR que se manifestasse sobre o tema.

O pedido de prorrogação foi feito pela delegada Christiane Correa Machado, que conduz o caso na PF. Entre outras diligências pendentes, a PF argumenta que “mostra-se necessária a realização” do depoimento de Bolsonaro.

Com a manifestação da PGR, caberá ao ministro Celso de Mello decidir se prorroga ou não as investigações.

No parecer, o procurador-geral da República, Augusto Aras, não trata diretamente do depoimento de Bolsonaro, mas concorda com as diligências já determinadas pela PF.

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