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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou do governo uma agenda para a retomada do crescimento do país em meio à pandemia de covid-19. Em uma live neste sábado (30), Maia disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, transfere muitas responsabilidades para o Congresso enquanto o governo não se posiciona sobre propostas como as reformas tributária e administrativa, ainda não encaminhadas pelo Executivo.

“Precisamos do governo. O governo fala muito, não, o ministro da Economia transfere muita responsabilidade para o Parlamento. Queremos saber quais são as propostas do governo, o que pensa de tributária e reforma administrativa. Será um segundo debate”, ressaltou. “A Câmara vem votando matérias importantes. Votamos por força do Parlamento… o governo tinha mandado proposta de renda mínima de R$ 200. Nós tínhamos ido a R$ 500. Juntos com o governo fomos a R$ 600. Uma ajuda fundamental neste momento”, acrescentou.

Na transmissão pela internet, conduzida pelo chefe do Departamento de Ciência Jurídicas da Uniara, Fernando Passos, Maia voltou a cobrar mudança de postura do presidente Jair Bolsonaro. Para ele, Bolsonaro precisa dialogar com os outros Poderes. Segundo o deputado, o presidente “desorganiza e gera insegurança”.

“Quando você chega à Presidência da República, o seu papel é considerar. Você não é o presidente apenas dos que o elegeram. Você é o presidente de todos os brasileiros. Como o presidente foi eleito com muita força, foram muito ideológicos, o pessoal de extrema-direita nas redes sociais, ele tende a ser mais comprometido com eles. E quando tem um conflito, ele acaba atacando mais na linha do que ele fazia antes. Só que, como presidente do Brasil, cada vez que ele vai para o enfrentamento, ele desorganiza e gera insegurança”, disse.

Para Maia, Bolsonaro tem de entender que ele é o chefe do Poder que comanda, que executa. “A gente precisa que ele comande de forma mais harmoniosa, respeitando os outros Poderes. Porque um Poder não deve servir apenas para dizer sim ao governo. O Parlamento serve para representar toda a sociedade, não apenas a parte que governa, e o Judiciário serve para garantir os limites dos outros dois Poderes. A gente não pode aplaudir uma decisão do Supremo com que concordamos e radicalizar contra uma decisão com que nós discordamos. Nós temos os instrumentos legais para recorrer.”

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