A Paraíba é um dos estados que tem filial do ‘Gabinete do Ódio’, especializado em produzir e distribuir Fake News contra diversas autoridades, personalidades e até integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Portal MaisPB teve acesso a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou nesta quarta-feira (27), a operação da Polícia Federal no âmbito do inquérito das fake news, mirando nomes ligados ao presidente Jair Bolsonaro.

O despacho mostra que além da Paraíba, o ‘gabinete’ tem coordenação em outros seis estados e é responsável em propagar “mensagens falsas ou agressivas, contando para isso com a atuação interligada de uma grande quantidade de páginas nas redes sociais, que replicam quase instantaneamente as mensagens de interesse do “gabinete””.

Uma das testemunhas no inquérito, o deputado federal Heitor Freire, presidente do PSL no Ceará, revelou que “assessores parlamentares administram diversas páginas nas redes sociais, incluindo grupos de Whatsapp, e por meio dessas páginas divulgam postagens ofensivas, quase sempre orientados pelo aludido grupo de assessores da Presidência”.

Dentre esses ataques coordenados, o depoente salienta a postagem quase simultânea em diversas páginas do Facebook de um vídeo ofensivo ao Supremo Tribunal Federal, comparando-o a uma hiena que deveria ser fustigada por leões”.

Além da Paraíba, há filiais do gabinete, segundo o deputado, nos estados da Bahia, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Inquérito das fake news no STF mira aliados de Bolsonaro

A Polícia Federal cumpriu 29 mandados de busca e apreensão, na manhã desta quarta-feira (27), referentes à investigação sobre notícias falsas conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apura ameaças entre outras autoridades, a ministros da Corte.

As ordens judiciais foram cumpridas em 14 endereços de São Paulo (11 na capital e 3 em Araraquara, no interior do estado), 3 do Distrito Federal, 6 do Rio de Janeiro, 1 do Mato Grosso, 3 do Paraná e 3 de Santa Catarina.

Entre os principais alvos estão o presidente do PTB, ex-deputado federal Roberto Jefferson; o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan; o blogueiro Allan dos Santos, próximo ao presidente Bolsonaro.

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