O Ministério da Saúde decidiu manter o uso da cloroquina e hidroxicloroquina por pacientes com a Covid-19 no país, mesmo as pesquisas internacionais apontando riscos no uso do medicamento e a OMS (Organização Mundial de Saúde) ter suspendido por questões de segurança um estudo que já estaria em andamento sobre o remédio.

A informação foi passada pela secretária de gestão em trabalho na saúde, Mayra Pinheiro. “Estamos muito tranquilos e serenos em relação a nossa orientação”, disse nesta segunda-feira (25).

“Ela segue uma orientação feita pelo Conselho Federal de Medicina que dá autonomia para que os médicos possam prescrever essa medicação para os pacientes que assim desejarem. Isso é o que vamos repetir diariamente. Estamos muito tranquilos a respeito de qualquer entidade internacional cancelar seus estudos com a medicação, estudos de segurança”, afirmou.

Mais cedo, a OMS informou que suspenderá os estudos com a hidroxicloroquina e reavaliar sua segurança antes de retomá-los.

Nos últimos dois meses, a organização vinha coordenando em 18 países o estudo internacional Solidarity para avaliar a segurança e a eficácia de diferentes drogas no combate ao coronavírus: além de hidroxicloroquina, estão sendo testados cloroquina, remdesivir, lopinavir com ritonavir e esses dois medicamentos associados com interferon beta-la.

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