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O secretário-geral do Ministério Pública da União, Eitel Santiago, declarou que as gravações da reunião ministerial, no dia 22 de abril, não apresentam provas do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PRF). A declaração foi dada durante entrevista à CNN.

O secretário Eitel Santiago é muito próximo ao procurador-geral da República, Augusto Aras.

“Vi o vídeo e nele não aparece qualquer indício de interferência do Presidente em alguma investigação que esteja em curso. Sobre o tema, o vídeo é um risco na água”, disse à CNN.

Eitel Santiago não concorda com a fala do ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, de que o vídeo prova a interferência. “Penso de forma diferente. Na minha opinião, a fala de Fonteles é fruto de lamentável facciocismo político”, afirmou o secretário.

Para Santiago, Fonteles “não tem autoridade” para afirmar, com convicção, nada sobre o assunto e não tem como pressionar a PGR em qualquer decisão:

“Notório simpatizante do PT, quando era PGR, Fonteles deixou que a paixão política contaminasse a própria atuação dele na chefia do MPF. Por isso, ele impediu uma investigação logo no início do Governo Lula. A investigação atingia Carlos Cachoeira, Waldomiro Diniz, José Dirceu e o próprio Presidente. Pois bem, a interferência direta e arbitrária de Fonteles, não permitiu a investigação que era conduzida pelo Subprocurador-Geral Santoro. Naquela oportunidade, a ação deletéria de Fonteles criou, no governo do PT, o sentimento de impunidade que o levou a instituir o Mensalão e desaguou, depois, no Petrolão. Desse modo, carece Cláudio Fonteles de autoridade para pressionar o atual PGR, dizendo, antes da conclusão do inquérito, que houve interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.”, avaliou.

Sobre a hipótese de recolhimento do celular do presidente, Eitel Santiago entende que “deve ser repelida” a possibilidade de apreensão do aparelho para a investigação. Ele ainda aponta alguns pontos para justificar essa posição. “O ministro Edson Fachin negou, no passado, o pedido da Polícia Federal para quebrar o sigilo telefônico do presidente Michel Temer, em inquérito instaurado contra ele.”

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