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O ex-presidente Lula minimizou a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública e a decisão de Jair Bolsonaro de trocar o delegado-geral da Polícia Federal. Ele criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o qual suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de delegado-geral da Polícia Federal. Ramagem, que é amigo dos filhos do presidente, sendo Flávio Bolsonaro um alvo da PF.

“É preciso provar o seguinte: tem alguma relação suspeita? Se tiver alguma relação suspeita eu acho que então, para o bem da própria instituição, é importante que não seja indicado alguém que não tenha um ‘compadrio’ com o presidente da República ou com a família do presidente da República. Mas eu acho que não pode ser uma guerra a troca de um delegado da Polícia Federal. Eu acho que se ele não indicar um cara que cometeu um crime ou um cara que comprovadamente roubou, é da indicação do presidente”, argumentou Lula em entrevista por videoconferência a Leonardo Sakamoto.

Lula criticou a interferência na escolha presidencial. “Eu não sei qual o crime que o delegado cometeu. Se ele cometeu algum crime, algum desvio, algum ilícito… Obviamente que ele não poderia mesmo assumir a delegacia. Mas é preciso que a gente seja preciso porque um dia você ser presidente da República, (Leonardo) Sakamoto, e você pode querer indicar uma pessoa que você conheça para um cargo e alguém dizer que não pode indicar. Então que a pessoa prove que o delegado tem um crime cometido, tem um ilícito. Aí, sim, ele está correto.”

Sérgio Moro

Sobre o ex-ministro Sérgio Moro, o qual lhe deu a sentença no âmbito da Operação Lava Jato, Lula disse que ele é uma criatura inventada pela Globo e que só queria o bônus e não o ônus do trabalho de ministro no Governo Federal.

“O Moto utilizou o PT para poder atacar o Bolsonaro. Ele que foi o ‘lambe botas’ do Bolsonaro até o dia que saiu. O Moro é uma ‘cria’, uma criatura inventada pela Globo. O Moro de vez em quando parecia que queria ser mais importante. Ele só queria comer a carne, não queria ‘comer o feijão e o arroz’. Ele só queria o bônus, não queria o ônus da tarefa.”

O ex-presidente minimizou a saída dele ao dizer que nunca viu a “República falir por causa da troca de ministro”. “O Moro é resultado de 20 minutos todo dia no Jornal Nacional enaltecendo ele. Ministro é ministro. Ministro é tão fátil que qualquer presidente troca quantos ministros quiser toda hora. Eu nunca vi a República falir por causa da troca de ministro. Não é a primeira vez que ministro sai para ter mais popularidade.”

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