Uma nova denúncia foi apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do MPPB, aponta Ricardo como ‘mentor intelectual’ do episódio envolvendo entrega de propina em caixas de vinho, conforme revelado no âmbito da Operação Calvário.

O caso aconteceu em 2018, no restaurante de um hotel no Rio de Janeiro. Na ocasião teriam sido entregues cerca de de R$ 900 mil, que seriam propinas pagas pela Cruz Vermelha Brasileira, filial Rio Grande do Sul.

O dinheiro teria sido recebido por Leandro Nunes, por ordem de Livânia Farias, sob o comando de Ricardo. O dinheiro foi entregue a Leandro pelas mãos de Michelle Louzada Cardoso, então secretária de Daniel Gomes da Silva.

A denúncia contra Ricardo Coutinho foi protocolada no Tribunal de Justiça (TJPB) e vai ser analisada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator da Operação Calvário no TJPB.

“Esta denúncia tem por fim perseguir a responsabilização penal do increpado Ricardo Coutinho por este delito, pois as investigações tecidas no âmbito da Operação Calvário foram pródigas em demonstrar que este último, em concurso com os quatro colaboradores, também foi autor (intelectual) do delito em questão”, diz a denúncia oferecida contra o ex-governador.

Além da devolução dos R$ 900 mil, o Gaeco quer a condenação do ex-governador por infringir pelo menos dois dispositivos do Código Penal.

Entre as provas apresentadas contra Ricardo estão gravações feitas pelo ex-comandante da Cruz Vermelha, Daniel Gomes da Silva, e revelações feitas por Livânia Farias, Leandro Nunes e Michelle Lozada, em suas delações.

Segundo a  investigação, Ricardo tinha conhecimento e até cobrava o pagamento das propinas.

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