Uma vacina contra o novo coronavírus deve ser aprovada em cerca de um ano em um cenário otimista, disse nesta quinta-feira (14) a agência que aprova medicamentos para a União Europeia.

A União Européia teme que não tenha suprimentos suficientes, especialmente se a vacina for desenvolvida nos Estados Unidos ou na China.

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A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês), em comunicado a 33 desenvolvedores, disse que está fazendo o possível para acelerar o processo de aprovação, afirmou Marco Cavaleri, chefe de vacinas da EMA. Ele está cético em relação às alegações de que qualquer uma poderia estar pronta em setembro.

“Para vacinas, já que o desenvolvimento deve começar do zero, podemos parecer otimistas daqui a um ano, a partir de 2021”, disse ele a jornalistas.

Ele descartou a possibilidade de pular a terceira fase de um teste de vacina, que ele disse que seria necessário para garantir que uma vacina fosse segura e eficaz.

A EMA também está analisando 115 diferentes tratamentos para o coronavírus, que matou quase 300 mil em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde.

Cavaleri disse que algumas dessas terapias poderiam ser aprovadas na Europa ainda neste verão, mas ele não especificou quais.

Um parlamentar da UE disse que a União Européia deveria burlar os direitos de propriedade intelectual das empresas farmacêuticas se uma vacina fosse desenvolvida fora do bloco, um novo sinal dos temores da UE de ficar para trás na corrida global.

“Se uma vacina for desenvolvida fora da Europa, devemos fazer todo o possível para garantir que ela esteja realmente disponível para todos os países”, disse Peter Liese, que é um membro proeminente do partido da União Democrática Cristã da Alemanha (CDU), o mesmo que Da chanceler Angela Merkel.

“Contamos com diálogo e cooperação, mas também devemos esperar que outros rejeitem o diálogo e a cooperação. É por isso que precisamos de um plano B”, disse Liese.

Os Estados Unidos e a China têm receio de apoiar uma campanha de financiamento global promovida pela UE, que levantou US $ 8 bilhões para pesquisar, fabricar e distribuir uma possível vacina e tratamentos para o Covid-19 este mês.

Liese pediu aos governos da UE e à Comissão Européia que considerem uma renúncia sob as regras da Organização Mundial do Comércio que permita aos estados produzir medicamentos genéricos sem o consentimento das empresas farmacêuticas que os desenvolveram e ainda possuem direitos intelectuais.

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