O governador da Paraíba, João Azevedo (Cidadania), anunciou hoje que não vai decretar o “lockdown” na região metropolitana de João Pessoa como forma de impedir o aumento de casos de contágio pelo novo coronavírus. O assunto foi tratado pelo chefe do executivo estadual em reunião com prefeitos da Grande João Pessoa: Luciano Cartaxo, da capital paraibana, Emerson Panta, de Santa Rita (um dos primeiros defensores de mais rigor para conter a pandemia); Vítor Hugo, de Cabedelo; Márcia Lucena, de Conde e Berg Lima, de Bayeux.

Eles voltam a se reunir na próxima semana, quando irão novamente avaliar a questão envolvendo a possibilidade de bloqueio total nas cidades. Até lá vão avaliar os resultados dos decretos estaduais e municipais estabelecendo medidas de isolamento social.

“Continuamos subindo a ladeira e batendo recordes de contaminação. Ontem, tivemos 10 mortes e foi o maior número desde o início da pandemia. Neste momento, não há a mínima possibilidade de discutir flexibilização em relação às atividades econômicas. Estamos na curva ascendente da doença”, disse o governador, adiantando que o próximo decreto a ser editado com determinações para conter a pandemia será válido para todo o território paraibano, já que o vírus já foi encontrado em 87 municípios paraibanos.

“Lockdown” pode ser traduzido como “confinamento”. Segundo o dicionário de língua inglesa Oxford, o significado de lockdown se refere a “estado de isolamento ou restrição de acesso instituído como uma medida de segurança”. Pode também ser interpretado como “bloqueio total”.

As regras variam de acordo com o local adotado, mas os cidadãos só podem sair à rua por motivos de emergência. Basicamente, ficam abertos farmácias, hospitais, supermercados e outros locais que prestem serviços considerados essenciais. O trânsito pela região também é parcialmente ou totalmente suspenso. Em alguns casos, rodoviárias, estações de trem e aeroportos são fechados e só é permitido ultrapassar a fronteira por motivo de emergência ou a trabalho.

Os números de contágio pelo Novo Coronavírus na Grande João Pessoa têm  aumentado substancialmente nos últimos dias. Somente em João Pessoa, os infectados já são quase 1 mil. O boletim mais recente aponta a ocupação de 52% dos leitos de UTI.

Grupo de Trabalho – Na reunião com os prefeitos ficou estabelecida a criação de um grupo de trabalho, que se reunirá a partir deste sábado (9), para discutir a possível ampliação de medidas restritivas, caso os índices de isolamento social se mantenham em queda nos próximos dias.

A Grande João Pessoa concentra 70% dos casos confirmados de coronavírus na Paraíba. De acordo com o boletim divulgado no fim da tarde dessa quinta-feira (7), a Capital paraibana tem 982 casos; Santa Rita, 162; Cabedelo, 75; Bayeux, 59; e Conde, 19. Os municípios atingem, no máximo, um índice de 45% de isolamento social, percentual abaixo do estimado pelas autoridades de Saúde para conter a propagação do coronavírus.

Durante a reunião, os gestores também discutiram a disponibilidade de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e de enfermaria e a ampliação de testagem da população, com a montagem de pontos de drive thru em locais estratégicos de cada município. De acordo com o governador João Azevêdo, cerca de 110 mil testes rápidos estarão chegando a partir de hoje, o que permitirá uma melhor estratégia na tomada de decisão, voltada ao enfrentamento do coronavírus, de acordo com o perfil epidemiológico do Estado.

Também foram debatidas questões referentes à contratação de profissionais de Saúde, funcionamento de feiras livres e a suspensão do funcionamento da balsa Cabedelo-Lucena nos fins de semana para evitar o aumento de casos na região.

“Essa reunião foi muito importante para entender o que cada município está realizando e operacionalizar ações conjuntas, identificar problemas e, até mesmo, endurecer medidas, caso o isolamento social não seja cumprido”, avaliou o governador.

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