O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu neste sábado (9) que o STF (Supremo Tribunal Federal) autorize o envio do vídeo da reunião ministerial em que o presidente Jair Bolsonaro teria manifestado, segundo o ex-ministro Sergio Moro, a intenção de interferir na Polícia Federal. Aras fez o pedido alegando que precisa analisar o conteúdo para poder opinar quanto à necessidade de sigilo.

O procurador também abriu espaço para que as defesas de Moro e Bolsonaro acompanhem a diligência de envio do vídeo.

“Não consta que o registro audiovisual requisitado tenha sido classificado como ultrassecreto, secreto ou reservado”, disse Aras. “Com efeito, qualquer juízo desta Procuradoria-Geral da República quanto ao sigilo documental demanda o prévio conhecimento do seu conteúdo.”

Ainda segundo o procurador-geral, “conhecer o teor do vídeo é necessário para orientar a autoridade policial e os procuradores da República auxiliares nas oitivas que serão iniciadas na manhã de 11 de maio de 2020, segunda-feira”.

 

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