O procurador-geral da República, Augusto Aras, concorda, segundo apurou o blog Valdo Cruz, em levantar o sigilo do depoimento do ex-ministro da Justiça Sergio Moro à Polícia Federal concedido no último sábado (2). Aras comentou com interlocutores que concorda com o pedido feito pela defesa de Moro para retirar o sigilo sobre seu depoimento. Os advogados do ex-ministro argumentam que trechos já estariam sendo divulgados e que isso pode acabar não refletindo totalmente o contexto de sua fala (veja no vídeo abaixo).

A decisão será tomada pelo ministro Celso de Mello, responsável no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo inquérito aberto para investigar as acusações do ex-ministro da Justiça contra o presidente Jair Bolsonaro, de interferência na Polícia Federal.

Celso de Mello vai decidir ainda sobre os pedidos feitos pelo procurador Augusto Aras após o depoimento de Moro, para que três ministros do governo Bolsonaro e delegados federais sejam ouvidos no inquérito.

Em depoimento, Moro disse que os ministros Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) teriam presenciado uma ameaça do presidente Bolsonaro de demiti-lo caso não fossem feitas mudanças na PF.

Dentro do governo, há uma expectativa de que Celso de Mello retire o sigilo do depoimento de Moro para que os ministros que serão ouvidos saibam exatamente o que o ex-ministro da Justiça disse a respeito deles no último sábado.

O procurador-geral solicitou também a gravação da reunião citada por Moro, que ocorreu no dia 22 de abril, na qual o presidente Bolsonaro teria feito as ameaças contra o ex-ministro da Justiça.

Segundo apurou o blog, a reunião citada por Moro é do conselho de governo, realizada dois dias antes do pedido de demissão do então ministro da Justiça. Essas reuniões são sempre gravadas.

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