Japão prorrogou nesta segunda-feira (4) o estado de emergência em todo o país até o fim de maio. A decisão do primeiro-ministro Shinzo Abe foi tomada depois que autoridades governamentais advertiram que era muito cedo para flexibilizar as restrições para impedir a propagação do novo coronavírus (Sars-Cov-2 ).

Em 7 de abril, o premiê instaurou o estado de emergência em Tóquio e outras seis regiões do país, que tem 126 milhões de habitantes. Alguns dias depois, a medida foi ampliada para toda nação, que já registra mais de 500 mortos.

A medida permite ao governo estimular os habitantes a permanecerem confinados e a fechar estabelecimentos comerciais. Porém, dá às autoridades permissão para adotarem restrições à circulação de pessoas e não prevê sanções para quem descumprir as recomendações.

Destaques desta segunda:

  • Mundo tem 3,5 milhões de casos confirmados e 247 mil mortes; 1,13 milhão se recuperaram
  • Brasil tem 101.147 casos e 7.025 mortes, segundo Ministério da Saúde; 42.991 se recuperaram
  • Trump afirma que vacina pode estar disponível até final do ano
  • Japão estende estado de emergência até 31 de maio
  • Portugal reabre primeiros estabelecimentos comerciais após um mês e meio

Vacina pode demorar

O desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus pode levar anos, advertiu o ministro da Saúde da Alemanha.

“Gostaria que fosse possível desenvolver em alguns meses, mas parece que precisamos ser realistas. Isto pode durar anos, porque podem acontecer decepções, já aconteceu com outras vacinas. O desenvolvimento de vacinas está entre as tarefas mais difíceis da Medicina”, declarou o ministro Jens Spahn.

A declaração acontece depois que o presidente americano, Donald Trump, afirmou que está “muito confiante” de que a vacina pode estar pronta até o fim de 2020. “Os médicos vão dizer que eu não devia dizer isto. Eu digo o que penso”, acrescentou, em entrevista à emissora Fox News no domingo (03).

75% dos casos na Europa e EUA

Mais de 3,5 milhões de casos do novo coronavírus foram declarados oficialmente em todo mundo, mais de 75% deles na Europa e Estados Unidos, de acordo com um balanço da agência France Presse, com base em fontes oficiais.

O continente europeu já registrou 1.547.180 casos de infecção pelo novo coronavírus e os Estados Unidos, 1.158.040 casos. Das mais de 246 mil mortes, 143.584 delas foram registradas na Europa e 67,6 mil nos EUA.

A chefe da agência de controle de doenças da União Europeia disse que o Reino Unido é um dos cinco países europeus que ainda não chegaram ao pico do surto de coronavírus, contrariando o que afirma o governo britânico.

Até 4 de maio, o Reino Unido havia registrado quase 190 mil casos de coronavírus e quase 28.500 mortes. Na Europa, somente a Itália tem mais mortes pela Covid-19, doença respiratória provocada pelo coronavírus, até agora.

Reabertura em Portugal

Portugal inicia nesta segunda uma flexibilização das medidas de confinamento com a reabertura de pequenos estabelecimentos comerciais, salões de beleza e concessionárias de automóveis, mas os portugueses deverão respeitar regras estritas de distanciamento físico.

O uso de máscaras ou viseiras de proteção é obrigatório nas lojas, prédios públicos e nos transportes, de acordo com o plano de desconfinamento do governo, que será aplicado de forma gradual durante todo o mês de maio.

A vendedora de peixe Emilia Lomba, de 64 anos, posa para foto no mercado do Benfica em Lisboa, Portugal, durante a pandemia de COVID-19. Para Emilia, é um risco ir ao trabalho, porque ela encontra muitas pessoas todos os dias, mas precisa fazer isso para manter sua vida e suas contas pagas. É um sacrifício ir para o trabalho porque ela se sente mais segura em casa com sua família, mas, por outro lado, acha que tem sorte de poder estar na rua se comunicando com seus clientes e fornecendo peixe fresco — Foto: Patricia De Melo Moreira/AFPA vendedora de peixe Emilia Lomba, de 64 anos, posa para foto no mercado do Benfica em Lisboa, Portugal, durante a pandemia de COVID-19. Para Emilia, é um risco ir ao trabalho, porque ela encontra muitas pessoas todos os dias, mas precisa fazer isso para manter sua vida e suas contas pagas. É um sacrifício ir para o trabalho porque ela se sente mais segura em casa com sua família, mas, por outro lado, acha que tem sorte de poder estar na rua se comunicando com seus clientes e fornecendo peixe fresco — Foto: Patricia De Melo Moreira/AFP

A vendedora de peixe Emilia Lomba, de 64 anos, posa para foto no mercado do Benfica em Lisboa, Portugal, durante a pandemia de COVID-19. Para Emilia, é um risco ir ao trabalho, porque ela encontra muitas pessoas todos os dias, mas precisa fazer isso para manter sua vida e suas contas pagas. É um sacrifício ir para o trabalho porque ela se sente mais segura em casa com sua família, mas, por outro lado, acha que tem sorte de poder estar na rua se comunicando com seus clientes e fornecendo peixe fresco — Foto: Patricia De Melo Moreira/AFP

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