Ex-ministro da Justiça depôs neste sábado sobre acusações de que presidente Bolsonaro teria tentado interferir politicamente na PF

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro concluiu, na noite deste sábado (02/05), o seu depoimento à Polícia Federal, na superintendência da instituição, em Curitiba. A oitiva durou mais de oito horas. Durante todo o depoimento, Moro reiterou as acusações feitas contra o mandatário do país e apresentou novas provas contra Bolsonaro – essencialmente, outras mensagens de WhatsApp trocadas com o presidente, incluindo áudios.
Moro chegou ao local por volta das 13h15, segundo o site Banda B, parceiro do Metrópoles. Ele estava em uma das três viaturas da PF que foram buscá-lo em casa, de acordo com o que já havia sido previamente combinado.
O ex-ministro depôs no âmbito do inquérito que apura as acusações de Moro, de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentou interferir no trabalho da Polícia Federal, colhendo “informações de investigações em andamento” na instituição.
O ex-ministro está acompanhado de seu advogado, Rodrigo Sánchez Rios. Sánchez já atuou na defesa do ex-deputado Eduardo Cunha e do empresário Marcelo Odebrecht no âmbito da operação Lava Jato – da qual o ex-juiz era encarregado de julgar os processos quando titular da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Dois delegados do Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq), grupo que investiga inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF), e procuradores da equipe do procurador-geral da República, Augusto Aras, também participam do depoimento do ex-ministro.

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