A Paraíba está entre os estados brasileiros onde o registro de óbitos por causa do novo coronavírus dobra em média a cada seis dias, número equivalente a velocidade registrada na Itália. É o que mostra pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Na lista, ao lado da Paraíba, que apresenta taxa de letalidade da doença de 7.2%, também figuram estados como o Amazonas, Rondônia, Pará, Pernambuco e Alagoas.

“Essas mortes que estão acontecendo são consequência de algumas medidas que foram tomadas várias semanas atrás, algumas de afrouxamento e algumas de relapso comportamental das pessoas que deixaram de tomar alguns cuidados”, afirmou Christovam Barcellos, pesquisador da Fiocruz, durante entrevista ao Jornal Nacional.

Ontem (30), mais cinco óbitos foram confirmados na Paraíba em relação aos números divulgados na quarta-feira (29), totalizando até a noite dessa quinta 67 mortes.

De acordo com os dados passados ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Estado tem 926 casos confirmados, 112 a mais que o último balanço publicado. Destes, 67, infelizmente, faleceram e 156 já se recuperaram, segundo informações repassadas a SES pelas Secretarias Municipais de Saúde. Outros 1.695 casos investigados já foram descartados para Covid-19. Dos 370 leitos de UTI previstos no plano de Contingência para Coronavírus, 171 já estão ativos e 40% estão ocupados no momento.

Os casos confirmados estão distribuídos em 49 municípios: Alagoa Grande (2); Alagoa Nova (1); Alhandra (2); Araçagi (1); Areia (1); Barra de São Miguel (1); Bayeux (34); Bom Jesus (1); Boqueirão (1); Brejo do Cruz (1); Caaporã (3); Cabedelo (28); Cajazeiras (8); Campina Grande (51); Catingueira (1); Conde (13); Congo (1); Coremas (1); Coxixola (1); Cruz do Espírito Santo (3); Esperança (2); Guarabira (7); Gurinhém (1); Igaracy (1); Itabaiana (2); Itapororoca (3); João Pessoa (563); Junco do Seridó (3); Lagoa Seca (2); Lucena (3); Mamanguape (1); Mari (1); Marizopolis (3); Patos (19); Pedras de Fogo (5); Pombal (2); Princesa Isabel (1); Queimadas (2); Riachão Poço (1); Riacho dos Cavalos (1); Rio Tinto (4); Santa Helena (1); Santa Rita (85); São Bento (4); São João do Rio do Peixe (5); São José de Piranhas (1); São José do Bonfim (1); Sapé (29); Serra Branca (1); Serra Redonda (1); Sousa (12); Taperoá (2); Umbuzeiro (2)

Expansão
O Brasil já aparece entre os países do mundo onde o ritmo de expansão da pandemia mais preocupa.

O número de óbitos no Brasil dobra, em média, a cada cinco dias. Este é o ritmo registrado nos Estados Unidos, país que lidera o ranking mundial de mortes pelo coronavírus, onde mais de 60 mil pessoas já morreram.

No Brasil os casos levam menos tempo para dobrar do que na Itália, Espanha e Reino Unido.

Os pesquisadores da Fiocruz constataram a presença do vírus em todos os estados brasileiros e a rápida propagação por municípios menores. Quanto maior o número de casos de Covid-19 nas cidades pequenas, maior o risco de faltar atendimento onde a estrutura de saúde é ruim ou não existe, aumentando a migração de pacientes para cidades maiores, que já enfrentam o problema da falta de leitos nas unidades de saúde.

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