Com mais 574 mortes registradas nas últimas 24 horas, a França chegou a 14.967 óbitos pelo novo coronavírus hoje, e vai adiar o fim da quarentena para 11 de maio. A decisão foi divulgada pelo presidente Emmanuel Macron durante pronunciamento em rede nacional.

“Devemos continuar a aplicar as regras [de isolamento]. Quanto mais elas forem respeitadas, mais vidas salvaremos. Por isso, o confinamento rigoroso deve continuar até segunda-feira, 11 de maio. Essa é a maneira de desacelerar ainda mais a propagação do vírus, liberar leitos de UTI e permitir que nossos profissionais de saúde recuperem suas forças”, anunciou Macron.

 

A volta à normalidade a partir de 12 de maio, continuou o presidente, só será possível se a população for responsável e se a disseminação da covid-19 no país realmente desacelerar. “Os resultados estão aí. Obrigado por seus esforços, estamos progredindo todos os dias. Mas nosso país não estava suficientemente preparado para esta crise”, admitiu, reforçando a necessidade de respeito à quarentena.

O afrouxamento do confinamento, segundo o presidente francês, começará pela reabertura de creches. Já as aulas nas universidades só voltarão no fim de julho. Os grandes festivais culturais na França não poderão acontecer até meados de julho.

O pronunciamento de Macron era muito esperado desde a semana passada, quando o francês visitou especialistas e chegou a se consultar com dois ex-presidentes, François Hollande e Nicolas Sarkozy, para decidir as medidas de combate à epidemia a serem tomadas.

O presidente francês começou o discurso pontualmente às 20h02, como anunciado, logo após os aplausos diários aos profissionais de Saúde, homenagem dos franceses a médicos, enfermeiros, cuidadores e equipes médico-hospitalares.

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