A Polícia Federal prendeu onze suspeitos de roubar R$ 500 milhões da saúde pública no Amazonas.

Em uma casa de mais de 500 metros quadrados, com duas piscinas e duas guaritas, mora o empresário Murad Azis. A Polícia Federal cercou o imóvel pela manhã nesta quinta-feira (11). Murad é irmão do senador Omar Azis, do PSD.

Em um condomínio de Manaus, os agentes prenderam o advogado Lino Chíxaro, conhecido no estado por atuar em casos de políticos e empresários suspeitos de corrupção.

A PF suspeita que Muard e Lino façam parte da quadrilha que desviou pelo menos R$ 500 milhões, nos últimos quatro anos, em verbas da saúde pública do Amazonas.

“Através de licitações fraudadas e de pagamentos com superfaturamento, seja por preço ou por quantidade, gerava um excesso para o empresário, que devolvia esse dinheiro. E, em alguns casos, nenhum serviço era prestado”, disse Alexandre Teixeira, delegado da PF.

Por ordem da Justiça Federal, o empresário, o advogado e mais nove suspeitos foram presos e levados para a superintendência da Polícia Federal.

A ação é um desdobramento da Operação Maus Caminhos, que prendeu o ex-governador José Melo, ex-secretários de Saúde e também empresários em dezembro de 2017. Na ocasião, os investigadores apreenderam celulares e computadores dos suspeitos. E a perícia descobriu o envolvimento das pessoas presas nesta quinta (11) no esquema de corrupção.

A PF diz que a ONG Novos Caminhos vencia as principais licitações para prestar serviços à Secretaria Estadual da Saúde. Segundo a PF, Murad Aziz cobrava pedágio de empresas que quisessem ser subcontratadas pela Novos Caminhos e o advogado Lino Chíxaro ajudava a elaborar contratos superfaturados.

O dono da Novos Caminhos, Mohamed Mustafá, conseguiu um habeas corpus e responde às acusações em liberdade.

O deputado federal Sabino Castelo Branco, do PTB, também é investigado. Segundo a PF, a prisão do parlamentar não foi pedida, porque ele está internado, em estado grave, em um hospital em São Paulo.

A defesa de Lino Chícharo diz que ele recebeu honorários por serviços efetivamente prestados e que os valores foram declarados no imposto de renda.

A atual administração da Secretaria de Saúde do Amazonas declarou que os fatos investigados pela Polícia Federal ocorreram em administrações passadas.

A advogada de Mohamed Mustafá afirmou que vai provar a inocência dele na justiça.

A defesa de Murad Azis e o senador Omar Azis não quiseram se manifestar.

Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa do deputado Sabino Castelo Branco.

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